- Os Estados Unidos enviaram três destróieres de mísseis guiados e cerca de quatro mil soldados para a costa da Venezuela.
- A operação visa combater o narcotráfico na região e a recompensa por informações sobre o presidente Nicolás Maduro foi elevada para cinquenta milhões de dólares.
- O governo americano considera Maduro um “cartel narcoterrorista” e não reconhece sua legitimidade.
- Em resposta, Maduro mobilizou quatro milhões e quinhentos mil milicianos, defendendo a soberania nacional.
- A situação gera preocupações em países vizinhos, como o Brasil, que está monitorando a movimentação militar dos EUA.
Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar na Venezuela, enviando três destróieres de mísseis guiados e cerca de 4 mil soldados para a costa do país. A movimentação, que ocorre em meio a crescentes tensões entre os dois países, visa combater o narcotráfico na região. O governo americano aumentou a recompensa por informações que levem à captura do presidente Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares, acusando-o de liderar o chamado Cartel de los Soles.
A operação militar inclui a utilização de submarinos e aviões de espionagem, com a expectativa de que as forças permaneçam na área por vários meses. A Casa Branca considera Maduro um “cartel narcoterrorista” e não reconhece sua legitimidade como líder da Venezuela. A mobilização militar foi confirmada por fontes do Departamento de Defesa, que destacam a necessidade de ações mais firmes contra cartéis de drogas latino-americanos.
Em resposta, Maduro anunciou a ativação de 4,5 milhões de milicianos em todo o país, enfatizando a defesa da soberania nacional. Ele declarou que as milícias, criadas por Hugo Chávez, são essenciais para enfrentar as ameaças externas. O presidente venezuelano classificou as ações dos EUA como uma “loucura do império” e reafirmou o compromisso de proteger os céus, mares e terras da Venezuela.
A situação gerou preocupações em países vizinhos, como o Brasil, que monitora a movimentação militar americana. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu que a operação ocorre em águas internacionais e não configura um ato de intervencionismo. A escalada das tensões entre os EUA e a Venezuela reflete um cenário complexo, com implicações significativas para a segurança regional e a luta contra o narcotráfico.
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