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Governo de SP altera regras do ICMS após escândalo de propinas milionárias

Governo de São Paulo implementa auditorias obrigatórias para ressarcimento de ICMS após escândalo de corrupção na fiscalização tributária

Auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto e sacos de esmeralda que foram apreendidos durante a Operação Ícaro (Foto: Reprodução/Divulgação-MPSP)
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  • O governo de São Paulo anunciou mudanças nas regras de ressarcimento do ICMS em resposta à Operação Ícaro, que investiga corrupção envolvendo auditores fiscais e empresas do varejo.
  • As novas diretrizes revogam normas de 2022 e estabelecem auditoria fiscal obrigatória para todos os processos de ressarcimento de ICMS.
  • O secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, afirmou que as medidas visam aumentar a transparência e prevenir fraudes.
  • A Operação Ícaro revelou que um auditor fiscal recebeu mais de R$ 1 bilhão em propinas, facilitando o acesso de empresas a créditos tributários.
  • As empresas investigadas, Ultrafarma e Fast Shop, afirmaram estar colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.

O governo de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (19), mudanças significativas nas regras de ressarcimento do ICMS, em resposta à Operação Ícaro, que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais e empresas do varejo. As novas diretrizes visam aumentar a transparência e prevenir fraudes, revogando normas de 2022 que permitiam a apropriação acelerada de créditos tributários.

Com as alterações, todos os processos de ressarcimento de ICMS-ST passarão por auditoria fiscal obrigatória até a conclusão da revisão dos protocolos. O secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, destacou que as medidas têm como objetivo não apenas apurar irregularidades já identificadas, mas também eliminar riscos de práticas indevidas ainda não detectadas.

Medidas de Controle

A Operação Ícaro revelou que o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso sob suspeita de receber mais de R$ 1 bilhão em propinas, facilitava o acesso de empresas como Ultrafarma e Fast Shop a créditos tributários. Os auditores envolvidos teriam oferecido consultoria clandestina, garantindo tratamento privilegiado em troca de pagamentos ilícitos.

Além da auditoria obrigatória, o governo planeja implementar a automatização do processamento e cruzamento de informações com outras bases de dados. Isso inclui a criação de uma conta corrente digital para acompanhamento dos créditos, aumentando a rastreabilidade e a governança do sistema tributário.

Reações e Colaborações

Empresas investigadas, como Ultrafarma e Fast Shop, afirmaram estar colaborando com as autoridades. A Ultrafarma declarou que as informações serão esclarecidas ao longo do processo, enquanto a Fast Shop ressaltou não ter acesso ao conteúdo da investigação. A Secretaria da Fazenda também instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos na operação, reafirmando seu compromisso com a ética e a justiça fiscal.

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