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Governo modifica regras para big techs e limita remoção de ofensas a ordens judiciais

Governo brasileiro propõe regulamentação das redes sociais com foco na proteção de crianças e combate a fraudes na internet

Presidente Lula em evento no Planalto (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O governo brasileiro enviará um novo projeto de lei ao Congresso para regulamentar as redes sociais.
  • A proposta surge após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
  • Crimes contra a honra, como injúria e difamação, só poderão ser removidos por ordem judicial.
  • O projeto proíbe o acesso de crianças até 12 anos às redes sociais e estabelece punições para plataformas que não cumprirem as diretrizes.
  • A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será responsável por regular as novas diretrizes.

O governo brasileiro está prestes a enviar um novo projeto de lei ao Congresso, visando regulamentar as redes sociais. A proposta surge após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Essa mudança busca alinhar a legislação com a necessidade de responsabilização das plataformas por conteúdos ilícitos.

Principais Diretrizes do Projeto

O projeto estabelece que crimes contra a honra, como injúria e difamação, só poderão ser removidos por ordem judicial. Essa medida representa um recuo em relação a uma versão anterior que permitia a remoção a partir de notificações. O governo pretende evitar críticas sobre a liberdade de expressão, especialmente em um cenário de crescente oposição a legislações que afetam as big techs.

Além disso, a proposta proíbe o acesso de crianças até 12 anos às redes sociais. As plataformas deverão implementar sistemas de fiscalização para proteger esse público, com punições que incluem advertências, multas e até suspensão temporária em casos de descumprimento.

Foco na Proteção e Prevenção

O governo também se preocupa com a epidemia de golpes e fraudes na internet. O projeto exige que as plataformas removam conteúdos claramente ilegais, como fraudes e publicidade enganosa, sem necessidade de ordem judicial. A proposta não cria novos crimes, mas exige que as empresas atuem sobre delitos já existentes.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será responsável por regular as novas diretrizes. O texto, que está em discussão há mais de seis meses, será enviado ao Congresso na próxima semana, após reuniões com representantes de grandes plataformas como Meta, Google e TikTok.

Expectativas e Desdobramentos

A articulação do governo visa facilitar a tramitação do projeto e minimizar críticas da oposição. Com a urgência na análise, espera-se que a Câmara dos Deputados se debruce sobre a proposta em breve. O governo busca avançar na regulamentação das big techs e na proteção dos usuários, especialmente crianças e adolescentes, em um ambiente digital cada vez mais complexo.

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