- O filme Homo Argentum, dirigido por Mariano Cohn e Gastón Duprat, estreou nos cinemas argentinos e se tornou um sucesso de público.
- A obra satiriza figuras progressistas e foi elogiada pelo presidente da República, Javier Milei, que a considera uma ferramenta na luta cultural contra a esquerda.
- Após a estreia, Milei exibiu o filme em sua residência e o utilizou em sua campanha, argumentando que critica a “agenda hipócrita dos progressistas”.
- Críticos apontam que o filme é “porteño-cêntrico” e ignora a realidade das províncias, além de apresentar uma visão distorcida da classe trabalhadora.
- Apesar das controvérsias, o filme continua a atrair público, refletindo a polarização política na Argentina.
O filme Homo Argentum, dirigido por Mariano Cohn e Gastón Duprat, estreou nos cinemas argentinos e rapidamente se tornou um sucesso de público. A obra, que satiriza figuras progressistas, foi elogiada pelo presidente Javier Milei, que a considera uma ferramenta na luta cultural contra a esquerda.
Após a estreia, Milei exibiu o filme em sua residência e o utilizou em sua campanha, defendendo-o como uma crítica à “agenda hipócrita dos progressistas”. Ele argumentou que a obra divide os argentinos entre “os que trabalham” e “os criminosos que usam o estado para a violência”. O presidente também destacou que as críticas ao filme vêm de quem se vê refletido nele.
Os personagens de Homo Argentum são retratados como individualistas, contrastando com a série El Eternauta, que promove a solidariedade e a luta coletiva. Enquanto a comédia é celebrada por Milei, El Eternauta é abraçada por movimentos sociais e peronistas, representando visões opostas da sociedade argentina.
Críticos apontam que a obra é “porteño-cêntrica”, ignorando a realidade das províncias e apresentando uma visão distorcida da classe trabalhadora. A representação de mulheres e a caricatura de figuras como o “padre de la villa” também foram alvo de reprovação. Apesar das críticas, o filme continua a atrair público, refletindo a polarização política que permeia o país.
Milei, que tem promovido uma agenda de cortes no financiamento de produções culturais, vê no sucesso de Homo Argentum uma oportunidade de reforçar sua narrativa política. O entusiasmo do presidente com a produção é notável, especialmente em um cenário onde sua administração tem reduzido o apoio ao cinema nacional.
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