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Sally Rooney apoia a luta palestina e critica o Governo britânico

Sally Rooney desafia governo britânico ao destinar lucros para a Palestine Action, acirrando debates sobre liberdade de expressão e terrorismo

Sally Rooney, durante um evento cultural em Pasadena (Califórnia) no dia 17 de janeiro de 2020 (Foto: Erik Voake/Getty Images for Hulu)
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  • O governo britânico, liderado por Keir Starmer, enfrenta críticas após a escritora irlandesa Sally Rooney anunciar que destinará os lucros de suas obras para a organização Palestine Action, classificada como terrorista pelo governo.
  • Rooney declarou seu apoio à Palestine Action em uma entrevista ao jornal The Irish Times, desafiando a postura oficial e levantando questões sobre a legalidade de suas ações.
  • A ministra do Interior, Yvette Cooper, comparou a Palestine Action a grupos terroristas como Al Qaeda, enquanto Rooney criticou a BBC por continuar a exibir suas adaptações.
  • Mais de 15 mil pessoas se mobilizaram em frente ao Parlamento britânico, resultando na detenção de vários manifestantes, incluindo pensionistas.
  • Intelectuais e artistas, como Naomi Klein e Angela Davis, assinaram cartas pedindo a revogação da classificação de terrorista da organização, intensificando a controvérsia.

Governo britânico enfrenta controvérsia após apoio de Sally Rooney à Palestine Action

O governo de Keir Starmer está sob intensa pressão após a escritora irlandesa Sally Rooney anunciar que destinará os lucros de suas obras para apoiar a organização Palestine Action, considerada terrorista pelo governo britânico. A declaração de Rooney, feita no jornal *The Irish Times*, desafia diretamente a postura do governo e levanta questões sobre a legalidade de suas ações.

Rooney, conhecida por obras como *Gente Normal*, afirmou que usará sua plataforma pública para apoiar a organização, que realiza protestos e atos de desobediência civil contra o que considera genocídio em Gaza. A ministra do Interior, Yvette Cooper, classificou a Palestine Action como um grupo terrorista, equiparando-o a organizações como Al Qaeda. A escritora, por sua vez, criticou a BBC, que ainda exibe suas adaptações, questionando se a emissora também seria considerada cúmplice.

A situação se agrava com a recente mobilização de mais de 15 mil pessoas em frente ao Parlamento britânico, onde muitos manifestantes, incluindo pensionistas, foram detidos. O governo, por meio de um porta-voz, reafirmou que apoiar uma organização terrorista é um crime sob a Lei de Terrorismo, e que a polícia deve agir conforme a legislação.

Desdobramentos e reações

O apoio de Rooney à Palestine Action gerou reações de diversos intelectuais e artistas, que assinaram cartas pedindo a revogação da classificação de terrorista da organização. Entre eles, destacam-se nomes como Naomi Klein e Angela Davis, que defendem a liberdade de expressão e o direito à manifestação pacífica.

A controvérsia também afeta a BBC, que enfrenta dilemas sobre a exibição de obras de Rooney, enquanto o governo se vê pressionado a justificar suas ações. A escritora já havia se manifestado anteriormente contra a publicação de suas obras em editoras israelenses, alinhando-se ao movimento de boicote a Israel.

Com a crescente divisão no Partido Trabalhista sobre a questão palestina, a postura de Rooney pode acentuar as tensões internas. A situação continua a evoluir, com a expectativa de novas manifestações e reações do governo britânico.

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