- O general Walter Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, está preso há quase nove meses por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que o acusa de tentar interferir em investigações.
- Apenas sete dos 25 parlamentares autorizados visitaram Braga Netto até o momento.
- Muitos senadores que não compareceram alegaram conflitos de agenda ou esqueceram a autorização.
- A localização da prisão, a cerca de 30 quilômetros do centro do Rio, e questões de segurança dificultam as visitas.
- O general pode enfrentar uma pena de até 43 anos de prisão se condenado em um julgamento previsto para setembro.
O general Walter Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, está preso há quase nove meses por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que o acusa de tentar interferir em investigações. Apesar de ter recebido autorização para visitas de 25 parlamentares, apenas sete compareceram até agora.
Os senadores que não visitaram Braga Netto justificaram suas ausências com conflitos de agenda e falta de prioridade. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) admitiu que se esqueceu da autorização, mas expressou interesse em ver o general, considerando-o “um homem sério e injustiçado”.
Entre os que visitaram o general estão Sóstenes Cavalcante (RJ), Junio Amaral (MG) e cinco senadores, incluindo Damares Alves (DF) e Hamilton Mourão (RS). O senador Izalci Lucas (PL-DF), que fez o pedido de visita, não compareceu, alegando que as condições impostas por Moraes dificultaram a visitação.
Dificuldades Logísticas
A localização da prisão, na Vila Militar, a cerca de 30 km do centro do Rio, é um desafio para os parlamentares. A segurança do trajeto, que passa por áreas perigosas, também é uma preocupação. O senador Romário (PL-RJ), que reside no Rio, ainda não visitou o general, e outros senadores como Sergio Moro (União Brasil-PR) e Tereza Cristina (PP-MS) alegaram compromissos de agenda.
Os parlamentares que ignoraram a visita são, em sua maioria, críticos das decisões de Moraes e apoiaram um pedido de impeachment contra ele. O general Braga Netto, junto com Bolsonaro, é parte do “núcleo crucial” da trama golpista, que será julgada pelo STF em setembro. Se condenado, ele pode enfrentar uma pena de até 43 anos de prisão.
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