- A Suíça poderá conceder imunidade ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, se ele participar de uma conferência de paz no país.
- A informação foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores suíço, Ignazio Cassis, em coletiva de imprensa em Berna.
- Em 2022, o governo suíço aprovou regras que permitem essa imunidade para indivíduos com mandados internacionais de detenção, mas apenas em eventos relacionados a conferências de paz.
- Putin enfrenta um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional desde 2023, acusado de sequestro e deportação de crianças ucranianas.
- As declarações ocorrem em meio a movimentações diplomáticas sobre a guerra na Ucrânia, com discussões recentes entre os Estados Unidos e a Ucrânia sobre um cessar-fogo.
A Suíça anunciou que poderá conceder imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, caso ele participe de uma conferência de paz no país. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores suíço, Ignazio Cassis, em coletiva de imprensa em Berna, ao lado do chanceler italiano, Antonio Tajani.
Cassis explicou que, em 2022, o governo suíço aprovou novas regras que permitem a imunidade a indivíduos sob mandados internacionais de detenção, mas apenas para eventos relacionados a conferências de paz. Essa medida não se aplica a viagens pessoais, enfatizou o chanceler. Putin enfrenta um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 2023, acusado de sequestro e deportação de crianças ucranianas.
As declarações da Suíça ocorrem em um contexto de crescente movimentação diplomática em torno da guerra na Ucrânia. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington, onde discutiram estratégias para um cessar-fogo e a retomada das negociações de paz.
Nesta quarta-feira, os 27 países da União Europeia se reunirão para avaliar os resultados das discussões em Washington, que visam encontrar soluções para o conflito. A possibilidade de Putin participar de uma conferência de paz na Suíça levanta questões sobre a eficácia das novas regras e a resposta da comunidade internacional diante das acusações graves que pesam sobre ele.
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