- Donald Trump anunciou um plano para um decreto executivo que proíbe o voto por correio nos Estados Unidos antes das eleições de 2026.
- Em sua postagem, Trump afirmou que essa modalidade de votação é “corrupta” e favorece os democratas, sem apresentar evidências de fraude.
- Especialistas questionam a legalidade do decreto, ressaltando que a Constituição dos Estados Unidos confere aos estados a autoridade para definir os métodos de votação.
- Trump também criticou as máquinas de votação e sugeriu o uso de cédulas de papel com marca d’água como alternativa.
- Ele advertiu os estados a não imporem suas próprias regras eleitorais, defendendo que devem seguir as diretrizes do governo federal.
Donald Trump anunciou um plano para um decreto executivo que visa proibir o voto por correio nos Estados Unidos antes das eleições de 2026. Em uma postagem em sua rede social, ele afirmou que essa modalidade de votação é “corrupta” e favorece os democratas, alegando que é necessária para garantir a honestidade nas eleições.
A aversão de Trump ao voto por correio não é nova. Durante as eleições de 2020, suas críticas influenciaram muitos de seus apoiadores a evitarem esse método, o que, segundo analistas, pode ter contribuído para a vitória do democrata Joe Biden. Em sua nova declaração, Trump reafirmou que o voto por correio é a única forma de os democratas serem eleitos, sem apresentar evidências para suas alegações de fraude.
Críticas e Legalidade
Especialistas questionam a legalidade do decreto proposto, afirmando que a Constituição dos Estados Unidos confere aos estados a autoridade para determinar os métodos de votação. O professor de direito eleitoral Rick Hasen destacou que a afirmação de Trump sobre controle federal nas eleições é “errada e perigosa”. Atualmente, oito estados e Washington, D.C. permitem que todas as eleições sejam realizadas exclusivamente por correio.
Trump também criticou as máquinas de votação, considerando-as “inexatas” e “controvérsias”. Ele propôs a utilização de cédulas de papel com marca d’água como alternativa, afirmando que isso garantiria resultados mais claros. No entanto, sua proposta ignora o histórico de controvérsias em eleições passadas, como a de 2000, que envolveu cédulas de papel na Flórida.
Advertências aos Estados
Além de seu plano para o voto por correio, Trump advertiu os estados para que não imponham suas próprias regras eleitorais. Ele declarou que os estados devem seguir as diretrizes do governo federal, representado pelo presidente, para garantir a integridade do processo eleitoral. A proposta de Trump é vista como uma tentativa de consolidar o controle sobre as eleições, especialmente em um contexto onde a votação por correio é utilizada por muitos eleitores, incluindo minorias e grupos que enfrentam dificuldades para votar presencialmente.
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