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‘Vítima de abuso sexual em voo busca justiça e indenização por danos’

Kelly luta por justiça após ter pedido de indenização negado, enquanto busca mudanças nas leis para proteger vítimas de crimes em voos internacionais

Avião decola do aeroporto de Gatwick, no sul de Londres (Foto: Henry Nicholls-27.fev.25/AFP)
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  • Kelly, uma jovem de 24 anos, foi vítima de abuso sexual em um voo da Qatar Airways de Doha para Londres em setembro de 2024.
  • O agressor, um homem de 66 anos, foi preso ao pousar em Gatwick e condenado a seis anos e meio de prisão.
  • Após o incidente, Kelly enfrenta dificuldades emocionais e não consegue sair de casa há quase um ano.
  • O governo britânico negou seu pedido de indenização, alegando que o crime ocorreu em uma aeronave com matrícula do Catar, o que não garante compensação.
  • Os advogados de Kelly pedem mudanças nas leis para que vítimas em situações semelhantes possam ter acesso a compensações.

Kelly, uma jovem de 24 anos, foi vítima de abuso sexual em um voo da Qatar Airways de Doha para Londres, em setembro de 2024. O agressor, um homem de 66 anos, foi preso ao pousar em Gatwick e condenado a seis anos e meio de prisão. O caso gerou grande repercussão na mídia e levantou questões sobre a proteção das vítimas em situações semelhantes.

Após o ataque, Kelly enfrenta dificuldades para retomar sua vida normal. Ela relatou que, durante o voo, foi acordada pelo agressor, que a abusou enquanto cobria ambos com um cobertor. Após o incidente, a jovem ficou tão traumatizada que não consegue sair de casa há quase um ano. “Estou com muito medo. Não quero que me toquem ou me olhem”, afirmou.

Além do impacto emocional, Kelly busca uma indenização pelo sofrimento causado. No entanto, seu pedido foi negado pelo governo britânico, que alegou que o crime ocorreu em uma aeronave com matrícula do Catar, não sendo assim considerado um “local relevante” para compensação. As regras do programa de compensação britânico excluem vítimas de crimes em voos internacionais, mesmo que o agressor seja processado sob a lei britânica.

Luta por Mudanças na Lei

Os advogados de Kelly, do escritório Leigh Day, argumentam que essa decisão é injusta e pedem uma revisão das leis. Eles destacam que, embora a legislação permita processar crimes em aviões estrangeiros, as vítimas ainda não têm acesso a compensações. A advogada Claire Powell pediu à secretária da Justiça, Shabana Mahmood, que feche essa lacuna legal, afirmando que “uma agressão sexual em aeronave com matrícula britânica dá direito a indenização, enquanto a mesma agressão em aeronave estrangeira não”.

O Ministério da Justiça britânico declarou que está comprometido em reduzir a violência contra mulheres e meninas, mas as regras de compensação são definidas pelo Parlamento. Enquanto isso, Kelly continua sua luta por justiça e busca alertar outras mulheres sobre a importância de estarem atentas ao seu redor, especialmente ao viajar sozinhas.

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