- A Polícia Federal (PF) encontrou uma minuta de pedido de asilo político na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, sugerindo um possível plano de fuga para a Argentina.
- O documento, datado de fevereiro de 2024, foi descoberto durante investigações sobre um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022, no qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).
- A minuta, endereçada ao presidente argentino Javier Milei, descreve Bolsonaro como “um perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos”.
- A defesa de Bolsonaro negou que ele estivesse planejando fugir, afirmando que a minuta poderia ter sido uma ideia de terceiros.
- As investigações da PF incluem novas acusações de obstrução da justiça, que podem resultar em mais processos contra Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.
A Polícia Federal (PF) encontrou uma minuta de pedido de asilo político na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando um possível plano de fuga para a Argentina. O documento, datado de fevereiro de 2024, foi descoberto durante investigações sobre um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022, no qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).
A minuta, endereçada ao presidente argentino Javier Milei, descreve Bolsonaro como “um perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos”. A PF considera que o achado sugere que o ex-presidente estava se preparando para deixar o Brasil em meio às investigações que o cercam. O relatório da PF destaca que o documento foi editado após o início da operação que investiga aliados de Bolsonaro.
Em dezembro de 2023, Bolsonaro havia informado ao ministro Alexandre de Moraes sobre uma viagem à Argentina, onde participou da posse de Milei. A PF relaciona essa viagem ao contexto das investigações, afirmando que o ex-presidente tinha um documento que poderia facilitar sua evasão do país.
Repercussões e Defesas
A defesa de Bolsonaro, representada por Fábio Wajngarten, refutou a ideia de que o ex-presidente planejava fugir. Wajngarten afirmou que “nunca cogitou deixar o Brasil” e que a minuta poderia ter sido uma ideia enviada por terceiros. Ele também destacou que o celular de Bolsonaro servia como um espaço para troca de mensagens e ideias.
A situação de Bolsonaro se complica com o indiciamento por coação no curso do processo, relacionado à tentativa de golpe. A PF também investiga novas acusações de obstrução da justiça, com documentos que podem resultar em mais processos contra ele e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.
A descoberta da minuta de asilo político intensifica o debate sobre as intenções do ex-presidente e as implicações legais de suas ações. As investigações continuam, e novos desdobramentos são esperados à medida que mais informações forem reveladas.
Entre na conversa da comunidade