- O deputado Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou que a investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões seguirá a trilha do dinheiro.
- O objetivo é identificar associações e políticos envolvidos, sem considerar suas filiações partidárias.
- Gaspar destacou que não se deve associar os desvios a um governo específico e que todos os governos, incluindo os de Jair Bolsonaro e Michel Temer, serão analisados.
- A CPMI também pretende ouvir Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é vice-presidente de uma das associações suspeitas.
- O relator enfatizou a importância de ouvir os aposentados prejudicados e discutir o ressarcimento durante a investigação.
Relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), anunciou que a investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões seguirá a trilha do dinheiro. O foco será identificar associações e políticos envolvidos, independentemente de suas filiações partidárias. Gaspar, que assumiu a relatoria após uma articulação surpreendente, destacou que “esse pessoal não ia conseguir desviar recursos sem apoio político”.
A CPMI, que conta com o senador Carlos Viana (Pode-MG) na presidência, busca uma atuação imparcial. Gaspar enfatizou que não se deve “carimbar governo A, B ou C” e que todos os envolvidos, incluindo parlamentares, serão investigados. Ele também mencionou que a participação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será considerada, pois ele é vice-presidente de uma das associações suspeitas.
O deputado afirmou que a investigação não deve ser partidária e que todos os governos, incluindo os de Jair Bolsonaro e Michel Temer, serão analisados. “Onde apontar o desvio de recurso, vamos investigar”, declarou. Gaspar ressaltou que a CPMI não tem como ignorar as denúncias já levantadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
Gaspar também abordou a necessidade de ouvir os aposentados que foram prejudicados. O ressarcimento é uma questão obrigatória a ser discutida durante a investigação. Ele acredita que a transparência será fundamental para a credibilidade do trabalho da comissão e que a verdade deve prevalecer.
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