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CPMI do INSS é instalada com relator fora do acordo e intensifica conflitos

CPMI investiga fraudes no INSS e nomeações inesperadas geram críticas sobre isenção e possíveis tentativas de blindagem do processo

Senado Federal, em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado/File Photo)
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  • O Congresso Nacional instalou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 20 de agosto de 2025.
  • O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator, surpreendendo com a escolha fora dos nomes previamente articulados pelo governo.
  • A eleição ocorreu por votação, ao invés de acordo entre líderes, e gerou reações da oposição, que elogiou a nomeação de Gaspar por trazer isenção ao processo.
  • Críticas foram levantadas sobre possíveis tentativas de blindagem da CPMI, com questionamentos sobre a isenção da comissão.
  • A CPMI deve focar nas vítimas das fraudes, que aumentaram significativamente, totalizando R$ 6,4 bilhões em seis anos, e propor soluções legislativas para proteger os beneficiários do INSS.

O Congresso Nacional instalou, nesta quarta-feira (20), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A formação da comissão surpreendeu, com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência e do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator, nomes que não estavam entre os previamente articulados pelo governo.

A escolha ocorreu por votação, ao invés de um acordo entre líderes, como é comum. O senador Omar Aziz (PSD-AM) era o favorito para presidir a CPMI, indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A mudança de direção provocou reações da oposição, que celebrou a nomeação de Gaspar, afirmando que isso traria isenção ao processo. Críticas surgiram sobre tentativas de blindagem da CPMI, com o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) questionando se a comissão seria realmente isenta.

Acusações de Fraude

Os opositores destacaram que a CPMI deve focar nas vítimas das fraudes, como aposentados e pessoas com deficiência. Chrisóstomo afirmou que os descontos indevidos começaram em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e que, apesar de medidas para coibir os desvios, elas foram barradas pelo Congresso na época. Ele alertou que as fraudes aumentaram significativamente, dobrando em 2023 e triplicando em 2024, totalizando R$ 6,4 bilhões em seis anos.

O novo presidente, Carlos Viana, terá a responsabilidade de coordenar uma comissão marcada por disputas políticas. A expectativa é que a CPMI identifique os responsáveis pelas fraudes e proponha soluções legislativas para proteger os beneficiários do INSS.

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