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Bolsonaro deve explicar suposto plano de fuga em 48 horas, determina Moraes

Ministro do STF exige explicações de Jair Bolsonaro sobre descumprimento de medidas e plano de fuga à Argentina em 48 horas

Bolsonaro: em casa, sem redes sociais e com visitas controladas (Foto: Evaristo Sa/AFP)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu um prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar o descumprimento de medidas cautelares.
  • A determinação foi baseada em investigações da Polícia Federal que indicam tentativas de obstrução de justiça por parte de Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro.
  • O relatório da Polícia Federal aponta que Bolsonaro continuou a realizar práticas ilícitas, mesmo após as restrições impostas.
  • A investigação revelou um esboço de pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, datado de 10 de fevereiro de 2024.
  • Após a defesa apresentar suas explicações, a Procuradoria Geral da República terá 48 horas para avaliar as informações e decidir os próximos passos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro explique o descumprimento de medidas cautelares e um suposto plano de fuga para a Argentina. A determinação surge após investigações da Polícia Federal (PF) que indicam que o ex-presidente e seu filho, Eduardo Bolsonaro, tentaram obstruir a justiça em relação a ações golpistas de 2022.

O relatório da PF aponta “reiterados descumprimentos das medidas cautelares” por parte de Bolsonaro, que continuou a realizar práticas ilícitas mesmo após as restrições impostas pelo STF. Moraes destacou que o ex-presidente utilizou redes sociais para disseminar mensagens proibidas e manteve contato com outros investigados. A PF também revelou que Bolsonaro trocou aparelhos celulares e usou listas de transmissão no WhatsApp para contornar as restrições.

Além disso, a investigação encontrou um esboço de pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, datado de 10 de fevereiro de 2024. O documento, associado a um perfil ligado à esposa do senador Flávio Bolsonaro, alegava que o ex-presidente era “perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos.” Após a apresentação das explicações pela defesa, a Procuradoria Geral da República (PGR) terá também 48 horas para avaliar as informações e decidir sobre os próximos passos no caso.

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