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Defesas de réus em golpe buscam apoio no STF antes de julgamento decisivo

Defesas de réus no julgamento do núcleo golpista tentam anular provas e reduzir penas antes do início marcado para 2 de setembro

Milanez e o general Augusto Heleno no segundo dia de interrogatórios no STF (Foto: Ton Molina/STF)
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  • O julgamento do núcleo golpista, que inclui Jair Bolsonaro e Augusto Heleno, começará em 2 de setembro e deve durar duas semanas.
  • Os advogados dos réus já apresentaram memoriais ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscando absolvição e redução de penas.
  • Os réus enfrentam acusações de tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
  • A defesa contestará a credibilidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
  • O relator do caso, Alexandre de Moraes, terá um papel decisivo nas deliberações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.

A duas semanas do início do julgamento do núcleo golpista, que inclui figuras como Jair Bolsonaro e Augusto Heleno, os advogados dos réus já começaram a apresentar seus memoriais ao Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento está agendado para 2 de setembro e deve durar duas semanas.

Os réus, acusados de crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, enfrentam penas que podem chegar a 43 anos de prisão. O advogado Matheus Milanez, responsável pela defesa de Heleno, se reunirá com o presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, para discutir a defesa. A estratégia das defesas inclui a contestação da credibilidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Estratégia de Defesa

Os advogados buscam a absolvição e a redução das penas, apresentando argumentos que questionam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles pedem a anulação do acordo de colaboração e das provas coletadas nas investigações. Em suas alegações, os réus tentam “pegar carona” no entendimento do ministro André Mendonça, que sugere a absorção do crime de golpe de Estado pelo de abolição violenta do Estado democrático de direito.

Embora a maioria dos ministros do STF não divulgue suas agendas, a defesa está atenta às movimentações. O ministro Luiz Fux, que tem adotado uma postura mais branda em julgamentos anteriores, informou que não há disponibilidade para audiências antes do julgamento, mas sua equipe garante que tentará agendar encontros.

As defesas de Bolsonaro e dos outros réus estão focadas em persuadir os ministros da Primeira Turma, especialmente o relator Alexandre de Moraes, cuja posição tem sido decisiva em casos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

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