- A administração Trump anunciou cortes nos recursos da Federal Emergency Management Agency (FEMA) e a distribuição direta de verbas pela Casa Branca.
- A decisão ocorre após os danos do furacão Helene em setembro de 2024, que causaram prejuízos de US$ 59,6 bilhões na Carolina do Norte.
- A FEMA enfrenta críticas por sua lentidão em pagamentos e na orientação a comunidades afetadas, gerenciando mais de 600 declarações de desastre.
- Com a redução de fundos federais, a recuperação ficará a cargo dos governos locais, que muitas vezes não têm recursos suficientes.
- A empresária Sarah Wells Rolland destacou que a falta de apoio da FEMA pode ser um grande problema para negócios locais, que já enfrentam perdas significativas.
A administração Trump está promovendo mudanças significativas na Federal Emergency Management Agency (FEMA), o que pode impactar diretamente estados e municípios. Durante uma coletiva de imprensa em 11 de junho, o presidente Donald Trump anunciou que o governo irá reduzir a quantidade de recursos financeiros e distribuir verbas diretamente da Casa Branca. Essa decisão surge em um momento crítico, após os danos causados pelo furacão Helene em setembro de 2024, que resultaram em US$ 59,6 bilhões em prejuízos na Carolina do Norte.
A FEMA, responsável pela coordenação de respostas a desastres, enfrenta críticas por sua lentidão em pagamentos e na orientação às comunidades afetadas. De acordo com Chris Currie, diretor do Government Accountability Office, a agência não conseguiu simplificar seus programas de recuperação, o que dificulta a vida de vítimas e comunidades. Atualmente, a FEMA gerencia mais de 600 declarações de desastre, algumas com quase 20 anos.
Com os cortes nos fundos federais, a responsabilidade pela recuperação recairá sobre os governos locais, que frequentemente não têm recursos suficientes para lidar com desastres de grande magnitude. A situação é alarmante, especialmente em áreas como a Carolina do Norte, onde mais de 73 mil casas foram danificadas e as principais rodovias, como a I-40, também sofreram danos significativos.
A empresária Sarah Wells Rolland, proprietária do Village Potters Clay Center, destacou que a falta de apoio da FEMA pode ser um “colossal desastre” para os negócios locais. Após o furacão, sua empresa, que gerou cerca de US$ 743 mil em receitas anuais, enfrentou perdas de quase US$ 200 mil em equipamentos. A recuperação financeira se torna um desafio, especialmente para pequenas empresas que dependem do turismo e do comércio local.
A FEMA, em resposta, reafirmou que a gestão de desastres é mais eficaz quando federalmente apoiada, gerida pelo estado e executada localmente. Contudo, a necessidade de mais recursos federais se torna evidente, à medida que as comunidades tentam se reerguer após os impactos devastadores do furacão Helene.
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