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Governistas buscam acordo com oposição para vice-presidência na CPI do INSS

Carlos Viana assume a presidência da CPI do INSS, enquanto governistas buscam estratégias para contornar a derrota e evitar embates diretos

Instalação da CPI do INSS, no Congresso Nacional (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
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  • Carlos Viana foi eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com 17 votos a 13.
  • Ele derrotou o senador Omar Aziz, que tinha apoio do governo federal e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • A vitória de Viana ocorreu devido à ausência de parlamentares da base governista e à presença de suplentes do Partido Liberal (PL).
  • O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, minimizou a derrota, afirmando que a CPI não servirá como palanque da oposição.
  • Os governistas discutem estratégias para a CPI, incluindo a possibilidade de indicar um vice-presidente e buscar acordos com a nova presidência.

Integrantes da base do governo federal enfrentaram dificuldades na articulação política ao tentar eleger o comando da CPI do INSS, instalada nesta quarta-feira no Congresso Nacional. Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da comissão com 17 votos a 13, derrotando o senador Omar Aziz (PSD-AM), que contava com o apoio do Planalto e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A vitória de Viana se deu em meio à ausência de parlamentares governistas e à ascensão de suplentes do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A falta de articulação ficou evidente, com senadores e deputados da base não comparecendo à votação, o que permitiu que suplentes do PL votassem em lugar dos titulares. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), minimizou a derrota, afirmando que a CPI não será um palanque da oposição.

Estratégias em Discussão

Os governistas se reuniram para discutir estratégias de atuação na CPI. Randolfe Rodrigues, Paulo Pimenta (PT-RS) e Lindbergh Farias (RJ) participaram do encontro, onde foi debatida a possibilidade de indicar um vice-presidente da comissão como resposta política. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) ressaltou a importância de buscar acordos com a presidência da comissão, já que a pauta será definida por Viana.

A dinâmica da votação foi explicada por Rogério Correia (PT-MG), que destacou que a ausência de dois parlamentares da base permitiu que os suplentes do PL votassem, alterando o resultado. A estratégia dos governistas agora será associar as fraudes a gestões anteriores, evitando embates em pontos sensíveis, como convocações de ministros e ex-chefes do INSS, que ainda serão discutidos nas próximas reuniões da comissão.

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