- Israel aprovou a construção de três mil e quatrocentos novos assentamentos na Cisjordânia, intensificando a divisão territorial.
- O projeto, que estava adiado, foi aprovado em meio a um aumento de ataques de colonos extremistas contra palestinos.
- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que o plano tem o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
- Organizações como Peace Now e Ir Amim alertaram que a construção comprometerá a criação de um futuro Estado palestino.
- A ONU e a União Europeia manifestaram forte oposição ao projeto, que afeta a única reserva de terra restante entre os principais centros urbanos palestinos.
Israel aprovou um projeto para a construção de 3.400 novos assentamentos na Cisjordânia, intensificando a divisão territorial e gerando forte oposição internacional. A proposta, que estava adiada há anos devido à pressão global, foi aprovada em meio a um aumento recorde de ataques de colonos extremistas contra palestinos.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que o plano conta com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O projeto, que visa a construção do bairro E1, foi anunciado pelo prefeito da colônia israelense de Ma’ale Adumim. Organizações como Peace Now e Ir Amim alertaram que a construção comprometerá a criação de um futuro Estado palestino, dividindo o território em duas partes.
A ONU e a União Europeia expressaram forte oposição à construção, pedindo que Israel desistisse do projeto. A área em questão é considerada a única reserva de terra restante entre os principais centros urbanos palestinos: Ramallah, Jerusalém Oriental e Belém, onde vivem cerca de um milhão de palestinos. Smotrich, de extrema direita, defendeu a anexação da Cisjordânia e afirmou que a construção de assentamentos é uma resposta a tentativas internacionais de reconhecer um Estado palestino.
Aumento da Violência
Desde o início da guerra em Gaza, a violência de colonos contra palestinos tem aumentado. Registros do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) indicam que mais de 750 ataques a palestinos ocorreram na primeira metade deste ano, um aumento significativo em relação a anos anteriores. O Exército israelense também registrou um aumento na violência, embora os números sejam inferiores aos da ONU.
Colonos extremistas têm intensificado suas ações, atacando vilarejos palestinos e forçando comunidades a deixar suas terras. Desde 2023, pelo menos 38 comunidades foram forçadas a abandonar suas aldeias, enquanto mais de 130 postos avançados foram construídos em áreas rurais da Cisjordânia. Essas ações têm gerado uma crescente tensão e dificultado a vida dos palestinos na região, que enfrentam restrições severas de deslocamento.
As autoridades israelenses justificam suas ações como uma forma de conter grupos militantes, mas isso tem resultado em um agravamento da situação humanitária na Cisjordânia. A construção de assentamentos e a violência de colonos continuam a ser um ponto central no conflito israelense-palestino, complicando ainda mais as perspectivas de paz na região.
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