- Um juiz federal negou o pedido do ex-presidente Donald Trump para divulgar o depoimento do grande júri sobre Jeffrey Epstein.
- A decisão foi tomada pelo juiz Richard M. Berman, em Nova York, que alegou falta de justificativas adequadas para a liberação das informações.
- O juiz destacou que a única testemunha ouvida foi um agente do FBI e que as transcrições não são suficientes em comparação com os materiais da investigação.
- A pressão sobre Trump aumentou após suas promessas de desclassificar documentos sobre Epstein durante sua campanha presidencial.
- Um novo conjunto de documentos sobre o caso será liberado na sexta-feira, 22, conforme anunciado pelo presidente do comitê investigativo da Câmara dos Representantes.
Um juiz federal negou, nesta quarta-feira, 20, o pedido do governo do ex-presidente Donald Trump para divulgar o depoimento do grande júri relacionado ao caso de Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. O juiz Richard M. Berman, de Nova York, argumentou que as informações disponíveis são insuficientes e que o governo não apresentou justificativas adequadas para a liberação.
Na decisão de 14 páginas, Berman destacou que a única testemunha ouvida pelo grande júri foi um agente do FBI e que as transcrições “empalidecem em comparação com as informações e materiais da investigação nas mãos do Departamento de Justiça”. O juiz também afirmou que não houve “circunstâncias especiais” que justificassem a divulgação do depoimento.
A pressão sobre Trump aumentou após suas promessas de desclassificar documentos sobre Epstein durante sua campanha presidencial. O presidente do comitê investigativo da Câmara dos Representantes anunciou que novos documentos sobre o caso seriam liberados nesta sexta-feira, 22. Na semana passada, outro juiz já havia rejeitado um pedido semelhante da administração Trump para divulgar transcrições do grande júri sobre Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein.
Trump, que já se viu envolvido em teorias da conspiração sobre sua ligação com Epstein, negou qualquer envolvimento e processou veículos de comunicação por difamação. O ex-presidente, que descreveu Epstein como “fantástico” em 2002, enfrenta crescente pressão política e pública, especialmente após declarações de figuras como Elon Musk, que insinuou que Trump poderia estar mencionado nos arquivos de Epstein.
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