- O Tribunal Constitucional do Peru suspendeu investigações contra a presidente Dina Boluarte até julho de 2026.
- A decisão limita futuras investigações presidenciais a três atos: coleta de depoimentos, pedidos de informações e entrega de documentos.
- Os magistrados afirmaram que as investigações anteriores afetaram as competências da presidente, que enfrenta denúncias por mortes em protestos e corrupção.
- A suspensão foi criticada como um mecanismo de impunidade, com especialistas afirmando que favorece a corrupção e protege o Executivo.
- A popularidade de Boluarte está em queda, com índices próximos a 3%, especialmente após a promessa não cumprida de convocar eleições gerais.
O Tribunal Constitucional do Peru decidiu suspender as investigações contra a presidente Dina Boluarte até julho de 2026, o que gerou polêmica e críticas sobre a proteção ao Executivo. A decisão limita futuras investigações presidenciais a apenas três atos: coleta de depoimentos, pedidos de informações e entrega de documentos.
Os magistrados argumentaram que as investigações anteriores “menoscabaram as competências” da presidente, que enfrenta diversas denúncias, incluindo a responsabilidade por mortes durante protestos e supostos atos de corrupção. Durante seu mandato, a Fiscalia apresentou nove denúncias contra Boluarte, sendo as mais graves relacionadas a operações estéticas não comunicadas ao Congresso e favorecimento a um governador regional em troca de bens de luxo.
A suspensão das investigações foi vista como um mecanismo de impunidade. O constitucionalista Franco García Lazo afirmou que a decisão permite que Boluarte e futuros presidentes operem sem temor de consequências legais. A atual popularidade de Boluarte está em queda, com índices próximos a 3%, especialmente após a quebra da promessa de convocar eleições gerais.
Críticos, incluindo ex-congressistas, expressaram indignação. Indira Huilca destacou que a decisão do tribunal favorece a corrupção, enquanto Gino Costa apontou que há um tratamento desigual entre presidentes, com Boluarte recebendo proteção que não foi dada a seus antecessores. O atual parlamentar José Cueto defendeu a decisão, alegando que visa proteger a investidura presidencial, independentemente do nome.
Entre na conversa da comunidade