- O Brasil subiu 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, alcançando a 63ª colocação em 2025.
- A melhora ocorreu após o fim do governo Jair Bolsonaro, que criou um ambiente hostil ao jornalismo.
- O relatório da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) destaca que, apesar do avanço, o país ainda enfrenta desafios significativos.
- A segurança dos jornalistas e a integridade das reportagens continuam sendo preocupações, com a violência contra comunicadores ainda presente.
- Globalmente, 42 países enfrentam uma situação de liberdade de imprensa “muito grave”, com a ascensão da extrema direita sendo uma das principais ameaças.
BRASÍLIA – O Brasil registrou uma melhora significativa no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, subindo 47 posições desde 2022, alcançando a 63ª colocação em 2025. Essa mudança se deve ao fim do governo Jair Bolsonaro, que impôs um clima hostil ao jornalismo. O relatório da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado em 2 de fevereiro, destaca que, apesar dessa evolução, o país ainda enfrenta desafios consideráveis.
A pontuação média dos países avaliados pela RSF caiu abaixo de 55 pontos, o que indica uma situação “difícil” para a liberdade de imprensa. Mais de 60% das nações apresentaram piora no ranking, refletindo um ambiente econômico adverso que compromete a viabilidade financeira dos veículos de comunicação. A RSF aponta que as pressões econômicas, como a concentração da propriedade da mídia e a falta de apoio financeiro, são obstáculos significativos à liberdade de imprensa.
Desafios Persistentes
Embora o Brasil tenha avançado, a segurança dos jornalistas e a integridade das reportagens ainda são preocupações. Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, ressalta que a mudança na relação entre governo e imprensa foi crucial para essa melhora. O atual governo prioriza o debate sobre a integridade da informação, em contraste com a administração anterior.
Entretanto, o Brasil ainda é considerado um país com liberdade de imprensa problemática. A violência contra jornalistas e a pressão para silenciar vozes críticas permanecem como desafios. O relatório também menciona que a América Latina é uma das regiões mais perigosas para comunicadores, com altos índices de assassinatos.
Cenário Global
Em um contexto mais amplo, 42 países, representando 56,7% da população mundial, enfrentam uma situação de liberdade de imprensa “muito grave”. A Nicarágua, por exemplo, ocupa a 172ª posição, enquanto El Salvador e Argentina também registraram quedas significativas. O relatório da RSF destaca a ascensão da extrema direita como uma das maiores ameaças à liberdade de imprensa, dificultando iniciativas que buscam garantir a independência dos meios de comunicação.
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