- O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro estão sendo investigados pela Polícia Federal por coação ao Supremo Tribunal Federal em relação à tentativa de golpe de Estado em 2023.
- A investigação se intensificou após a busca e apreensão realizada na casa do pastor Silas Malafaia, que revelou que Bolsonaro orientou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a se encontrar com o ministro Gilmar Mendes e diplomatas dos Estados Unidos.
- Um áudio divulgado mostra Malafaia aconselhando Bolsonaro a não criticar Eduardo em relação a autoridades americanas. Bolsonaro negou ter dado tal orientação e afirmou manter contato com o encarregado de Negócios da Casa Branca.
- Ambos foram indiciados por coação, com penas que podem chegar a doze anos de prisão. Mensagens entre pai e filho indicam tentativas de pressionar autoridades dos EUA a interferirem no processo judicial brasileiro.
- A situação se complica com medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com autoridades estrangeiras.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, estão sendo investigados pela Polícia Federal (PF) por tentativas de coação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à tentativa de golpe de Estado em 2023. A investigação ganhou novos contornos após o pastor Silas Malafaia ser alvo de busca e apreensão, revelando que Bolsonaro teria instruído o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a se reunir com o ministro Gilmar Mendes e diplomatas dos Estados Unidos.
Um áudio divulgado após a operação da PF mostra Malafaia orientando Bolsonaro a não criticar a atuação de Eduardo junto a autoridades americanas. Em resposta, Bolsonaro negou ter dado tal orientação e afirmou ter contato direto com o encarregado de Negócios da Casa Branca, Gabriel Escobar. O ex-presidente elogiou Tarcísio, afirmando que era sua obrigação defender o estado contra os impactos econômicos das tarifas americanas.
Indiciamento e Acusações
Na mesma operação, a PF indiciou Bolsonaro e Eduardo por coação, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão. As investigações indicam que ambos tentaram pressionar o STF durante o julgamento de Bolsonaro. Mensagens trocadas entre pai e filho sugerem uma articulação para coagir autoridades dos EUA a interferirem no processo judicial brasileiro. Eduardo, que reside nos EUA, tem buscado apoio do governo americano, alegando que seu pai é alvo de uma perseguição política.
Malafaia, que também é mencionado nas investigações, criticou a postura de Eduardo, chamando-o de “babaca” e alertando sobre os riscos de suas declarações. O pastor é considerado um articulador nas tentativas de coação ao STF, e sua busca e apreensão foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que também impôs medidas cautelares a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com autoridades estrangeiras.
Tensão Familiar e Estratégias
As trocas de mensagens entre os Bolsonaros revelam um clima de tensão, com Eduardo expressando frustração em relação ao apoio do pai a Tarcísio. Ele chegou a criticar Jair, chamando-o de “imaturo” e expressando preocupações sobre as consequências de suas ações. A PF identificou que as condutas de ambos visavam não apenas proteger Bolsonaro, mas também submeter instituições democráticas a interesses pessoais.
A situação legal de Bolsonaro se complica, com o ministro Moraes exigindo que a defesa se manifeste sobre o descumprimento das medidas cautelares. As investigações continuam a se desdobrar, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia a possibilidade de novas acusações, ampliando o escopo da apuração sobre a tentativa de golpe e as articulações de Bolsonaro.
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