- A Rússia reafirmou a necessidade de participar das negociações sobre segurança na Ucrânia, com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmando que discutir garantias sem Moscou é “um caminho sem saída”.
- Durante uma visita à Jordânia, Lavrov criticou a diplomacia europeia e destacou a importância da inclusão da China como garantidora da segurança ucraniana.
- Donald Trump anunciou a organização de um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, o que pode complicar a posição russa nas negociações.
- A possibilidade de um encontro direto é vista com ceticismo por Kyiv, que teme a deslegitimação de Zelensky por Putin.
- A Rússia se prepara para aumentar impostos e cortar gastos para sustentar os investimentos em defesa e manter o esforço de guerra.
A Rússia reafirmou sua exigência de participação nas negociações sobre segurança na Ucrânia, com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmando que discutir garantias sem Moscou é “um caminho sem saída”. Durante uma visita à Jordânia, Lavrov criticou a diplomacia europeia, descrevendo-a como uma “escalada agressiva” e uma tentativa desajeitada de influenciar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
A inclusão da China como garantidora da segurança ucraniana foi destacada por Lavrov, reavivando uma proposta antiga feita durante as negociações em Istambul em 2022. O conflito na Ucrânia já se arrasta por mais de três anos, e as discussões sobre segurança ganharam novo impulso após reuniões entre líderes europeus e Trump.
Trump anunciou que está organizando um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, o que complica a posição russa. A possibilidade de um encontro direto entre os líderes é vista com ceticismo por Kyiv, especialmente considerando o histórico de Putin em deslegitimar Zelensky. O presidente ucraniano afirmou que os detalhes do acordo devem ser formalizados em até dez dias, com a participação de até 30 países.
Desafios para a Rússia
A Rússia rejeita a ideia de tropas da OTAN na Ucrânia, enquanto líderes europeus discutem apoio militar. Lavrov enfatizou que qualquer contato entre Putin e Zelensky deve ser cuidadosamente organizado. A proposta de Trump coloca Putin em uma posição delicada, pois rejeitar o encontro pode aumentar as tensões com os EUA, enquanto aceitá-lo eleva Zelensky ao status de igual.
Analistas acreditam que Putin só estaria disposto a se encontrar com Zelensky se houvesse condições favoráveis para a Rússia. A liderança russa não demonstra sinais de compromisso, e Lavrov afirmou que os EUA estão começando a entender as “causas raízes” do conflito, que incluem demandas como a renúncia da Ucrânia à adesão à OTAN.
Enquanto isso, a Rússia se prepara para aumentar impostos e cortar gastos a fim de sustentar os altos investimentos em defesa e manter o esforço de guerra. A situação permanece tensa, com a possibilidade de um encontro entre os líderes pairando no ar, mas sem sinais concretos de avanço nas negociações.
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