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Rússia busca veto sobre garantias de segurança à Ucrânia para finalizar conflito

Rússia exige direito de veto em garantias de segurança para a Ucrânia, enquanto combates intensificam e a diplomacia global busca soluções

Bombeiros tentam conter fogo em depósito de gás atingido por drone russo em Odessa (Foto: Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/Reuters)
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  • O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que a presença russa é essencial nas discussões sobre garantias de segurança para a Ucrânia.
  • Ele propôs um direito de veto russo em qualquer acordo de cessar-fogo, semelhante ao que foi discutido nas negociações de Istambul em março de 2022.
  • Lavrov destacou a necessidade de um consenso para ativar essas garantias, mencionando a participação da China na coalizão de Estados garantidores.
  • Enquanto isso, os combates na Ucrânia continuam, com a Ucrânia realizando ofensivas de drones e a Rússia intensificando ataques, incluindo um em Odessa.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatou que Putin estaria aberto a discutir um tipo de proteção similar ao artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas a Rússia resiste à ideia de uma força de paz.

O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que a presença russa é essencial em qualquer discussão sobre garantias de segurança para a Ucrânia, especialmente em um possível acordo de cessar-fogo. Durante uma coletiva em Moscou, ele reiterou a proposta de um direito de veto russo, similar ao que foi discutido nas negociações de Istambul em março de 2022, que foram interrompidas.

Lavrov destacou que a proposta original previa uma coalizão de Estados garantidores da segurança de Kiev, incluindo a Rússia. “Discutir garantias sem a Rússia leva a lugar nenhum,” afirmou, enfatizando a necessidade de um consenso para ativar essas garantias. A ideia, segundo ele, é um mecanismo de confiança mútua, embora críticos a vejam como uma forma de impedir a dissuasão efetiva contra novas invasões.

Continuação dos Combates

Enquanto isso, os combates na Ucrânia persistem. A Ucrânia lançou uma ofensiva de drones contra alvos russos, enquanto a Rússia intensificou seus ataques, incluindo um ataque devastador em Odessa, que atingiu um depósito de gás, provocando um incêndio significativo.

A situação se complica ainda mais com a participação da China, que Lavrov sugere que deve integrar a coalizão de garantidores. O chanceler não especificou como seriam essas garantias, mas a questão está no centro das discussões entre líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

Reuniões e Propostas

Na última segunda-feira, Trump relatou a líderes europeus que Putin estaria aberto a discutir um tipo de proteção similar ao artigo 5 da OTAN, que prevê defesa mútua em caso de agressão. Contudo, a proposta de uma força de paz na Ucrânia enfrenta resistência da Rússia, que alega que tal presença militar seria uma violação de sua soberania.

O cenário permanece tenso, com a diplomacia internacional tentando encontrar um caminho para a paz, enquanto os combates continuam a causar destruição e sofrimento.

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