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Sidney Oliveira não paga fiança de R$ 25 milhões e ainda não usa tornozeleira

Sidney Oliveira e Mário Otávio Gomes enfrentam risco de prisão imediata se não pagarem fiança de R$ 25 milhões após Operação Ícaro

Sidney Oliveira é fundador e dono da Ultrafarma. (Foto: Jose Patricio/Estadão)
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  • Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, foram presos na Operação Ícaro, que investiga propinas bilionárias relacionadas ao ICMS.
  • Ambos receberam prisão domiciliar, mas ainda não instalaram a tornozeleira eletrônica, pois a Secretaria da Administração Penitenciária se recusou a realizar o procedimento.
  • A Justiça de São Paulo exigiu o depósito de R$ 25 milhões em fiança, valor contestado pelas defesas dos empresários.
  • Os advogados alegam que Sidney Oliveira e Mário Otávio Gomes não têm condições financeiras para cumprir com a exigência.
  • Caso não realizem o depósito da fiança, os empresários podem enfrentar prisão imediata.

O empresário Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e o executivo Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, permanecem sem instalar a tornozeleira eletrônica, uma das condições da Justiça de São Paulo para a prisão domiciliar. Ambos foram detidos na Operação Ícaro, que investiga propinas bilionárias relacionadas ao ICMS.

Após cinco dias de prisão, os executivos tiveram a liberdade concedida, mas enfrentam a exigência de depositar R$ 25 milhões em fiança, valor contestado por suas defesas. Os advogados alegam que seus clientes não têm condições financeiras para cumprir com a exigência. O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello justificou a quantia com base no “altíssimo poder econômico” dos empresários e na gravidade das acusações.

A defesa de Sidney Oliveira informou que, após a autorização para a prisão domiciliar, ele se apresentou para a instalação da tornozeleira. Contudo, a Secretaria da Administração Penitenciária se recusou a realizar o procedimento, alegando que o serviço é destinado apenas a indivíduos do sistema prisional. O delegado Denis Saito solicitou ao juiz a reiteração da ordem para a instalação do equipamento.

Além do bloqueio dos passaportes, os empresários devem enfrentar a possibilidade de prisão imediata caso não realizem o depósito da fiança. O magistrado enfatizou que a decisão foi tomada considerando a gravidade das suspeitas e o potencial prejuízo aos cofres públicos.

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