- Kelly, de 24 anos, foi vítima de abuso sexual durante um voo da Qatar Airways em setembro de 2024.
- O agressor, Momade Jussab, de 66 anos, foi condenado a seis anos e meio de prisão.
- Kelly busca indenização do governo britânico, mas teve seu pedido negado pelo Plano de Compensação por Danos Criminais (Cics) devido à matrícula da aeronave, que era do Catar.
- Seus advogados pedem uma mudança na legislação para que vítimas de crimes em voos internacionais possam reivindicar compensação.
- A Lei de Aviação Civil de 1982 permite processar crimes em aviões estrangeiros no Reino Unido, mas não garante compensação financeira às vítimas.
Kelly, uma jovem de 24 anos, foi vítima de abuso sexual durante um voo da Qatar Airways em setembro de 2024. O agressor, Momade Jussab, de 66 anos, foi preso e condenado a seis anos e meio de prisão após o ataque, que ocorreu enquanto ela dormia. Kelly, que estava voltando de uma viagem à África, descreveu o momento traumático em que foi acordada pelo homem ao seu lado.
Após o incidente, Kelly foi transferida para um assento da tripulação até o pouso em Gatwick, onde Jussab foi detido. Apesar da condenação, a jovem enfrenta dificuldades para retomar sua vida e busca indenização do governo britânico. No entanto, seu pedido foi negado pelo Plano de Compensação por Danos Criminais (Cics), que determina que apenas crimes ocorridos em aeronaves com matrícula britânica são elegíveis para compensação.
A decisão do Cics foi baseada na matrícula da aeronave, que era do Catar. Kelly recorreu, mas teve o pedido novamente negado em maio. Seus advogados, do escritório Leigh Day, consideram essa regra “irracional” e pedem uma mudança na legislação para que vítimas de crimes em voos internacionais possam reivindicar indenização.
Luta por Justiça
A Lei de Aviação Civil de 1982 permite que crimes em aviões estrangeiros sejam processados no Reino Unido, mas não abrange a compensação financeira para as vítimas. Os advogados de Kelly solicitaram à secretária da Justiça, Shabana Mahmood, que feche essa lacuna na lei, destacando a necessidade de proteção às vítimas de violência sexual.
Além da batalha legal, Kelly decidiu compartilhar sua experiência para alertar outras mulheres sobre a importância de estarem atentas ao seu entorno durante viagens. No Brasil, mulheres que enfrentam situações semelhantes podem buscar apoio através da Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas.
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