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Brasil propõe que países amazônicos liderem combate a cartéis de drogas

Brasil busca fortalecer a responsabilidade regional no combate ao crime organizado na V Cúpula do Tratado de Cooperação Amazônica, em meio a tensões com os EUA

Nicolás Maduro e as tropas venezuelanas (Foto: AFP)
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  • A V Cúpula de Presidentes do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) ocorrerá em Bogotá, Colômbia, nesta sexta-feira.
  • O Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propõe que a declaração final reforce a responsabilidade das nações amazônicas no combate ao crime organizado.
  • A movimentação de navios de guerra americanos na costa da Venezuela, com três destróieres e mais de quatro mil militares, gera tensões na região.
  • Os Estados Unidos acusam o presidente venezuelano Nicolás Maduro de narcotráfico e oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões pela sua prisão.
  • Maduro convocou milicianos para defender seu regime, afirmando que a Venezuela não será tocada por intervenções externas.

O deslocamento de navios de guerra americanos para a costa da Venezuela será um dos temas centrais da V Cúpula de Presidentes do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), marcada para esta sexta-feira, em Bogotá, Colômbia. O Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propõe que a declaração final do encontro reforce a responsabilidade das nações amazônicas no combate ao crime organizado, incluindo tráfico de drogas e armas.

A movimentação militar dos EUA, que inclui três destróieres armados com mísseis e mais de 4 mil militares, tem gerado tensões na região. Os Estados Unidos acusam o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de ser o “chefe de cartel” do narcotráfico e oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões pela sua prisão. Em resposta, Maduro convocou milhões de milicianos para defender o regime, afirmando que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”.

Discussões na Cúpula

Durante a cúpula, o Brasil busca que a declaração final enfatize que a luta contra o crime deve ser liderada pelos países da região, evitando depender de intervenções externas. A segurança regional será um tema relevante, especialmente considerando a possibilidade de uma crise mais profunda na Venezuela, que afetaria diretamente países vizinhos como Colômbia e Peru.

O governo brasileiro, que já manifestou preocupação com o aumento do fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil, observa a movimentação dos navios com cautela. Interlocutores do governo não descartam a possibilidade de uma intervenção direta dos EUA na Venezuela, o que poderia agravar ainda mais a situação regional.

Além disso, a cúpula abordará a COP30, conferência mundial sobre o clima, que ocorrerá em Belém (PA) em novembro. A expectativa é que Lula tenha uma reunião bilateral com o presidente colombiano Gustavo Petro durante o evento, onde a segurança e a cooperação regional estarão em pauta.

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