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Operação Outside investiga fraudes e superfaturamento na prefeitura de Patos, envolvendo secretários e advogada em esquema de corrupção

Dinastia. Wanderley Filho e o herdeiro Motta dominam a política no sertão paraibano (Foto: Redes Sociais)
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  • A cidade de Patos, na Paraíba, está envolvida em um escândalo de corrupção ligado à administração do prefeito Nabor Wanderley Filho.
  • A Operação Outside investiga fraudes em licitações e superfaturamento de contratos na prefeitura, envolvendo secretários municipais e uma advogada.
  • A secretária de Controle Interno já é ré em um processo por fraude de licitação, enquanto o secretário de Infraestrutura é acusado de superfaturar um contrato irregular.
  • A advogada Mayra Dias, responsável por gerenciar licitações, teria favorecido a empreiteira Engeplan, que teve um contrato de R$ 4,2 milhões aumentado para R$ 6 milhões.
  • A Controladoria-Geral da União apontou que o edital foi manipulado para beneficiar a Engeplan, e uma funcionária da prefeitura recebeu R$ 9 mil em propina.

A cidade de Patos, na Paraíba, enfrenta um novo escândalo de corrupção que envolve a administração do prefeito Nabor Wanderley Filho. A Operação Outside, deflagrada recentemente, investiga fraudes em licitações e superfaturamento de contratos na prefeitura, com a participação de secretários municipais e uma advogada.

Entre os acusados, destaca-se a secretária de Controle Interno, que já é ré em um processo por fraude de licitação. O secretário de Infraestrutura também está sob investigação, acusado de superfaturar um contrato oriundo de uma concorrência considerada irregular pelo Ministério Público Federal. O prefeito, que controla a política local há 20 anos, é pai do deputado Hugo Motta, e ambos têm sido alvo de críticas por enriquecimento durante suas gestões.

A investigação revela que a advogada Mayra Dias, nomeada para gerenciar licitações, teria favorecido a empreiteira Engeplan, que venceu a concorrência para recuperar a Avenida Alça Sudeste. O contrato, inicialmente de 4,2 milhões de reais, foi posteriormente aditado para 6 milhões, levantando suspeitas de superfaturamento. Mensagens trocadas entre os envolvidos indicam que a redução de preços nas licitações foi manipulada.

Além disso, a Controladoria-Geral da União apontou que o edital foi elaborado para beneficiar a Engeplan, eliminando concorrentes. A situação se agrava com a revelação de que uma funcionária da prefeitura recebeu propina da empreiteira, totalizando 9 mil reais em pagamentos disfarçados. As denúncias incluem acusações de corrupção, improbidade administrativa e fraude de licitação, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão.

Os processos estão sob a responsabilidade do juiz Thiago Batista de Ataíde, da 14ª Vara Federal de Patos. A administração de Nabor Wanderley Filho já foi alvo de outras investigações por corrupção, e a repetição de práticas ilícitas levanta preocupações sobre a governança na cidade. A prefeitura não se manifestou sobre as acusações até o momento.

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