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EUA intensificam pressão sobre México com apoio da DEA na luta contra drogas

Trump pressiona México por mais segurança, mas Sheinbaum minimiza proposta da DEA e reafirma soberania nacional na luta contra o crime

Área fronteriza de Sunland Park, Nuevo México, na fronteira com Ciudad Juárez, México, em agosto de 2025. (Foto: Carlos Sánchez/Cuartoscuro)
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  • A relação entre México e Estados Unidos enfrenta novos desafios com a pressão do ex-presidente Donald Trump por mais colaboração em segurança.
  • Trump propôs um programa de treinamento da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), que é visto com desconfiança pela presidente do México, Claudia Sheinbaum.
  • A proposta inclui o Projeto Portero, que visa treinar agentes mexicanos para combater o crime organizado na fronteira, mas Sheinbaum minimizou a iniciativa.
  • A presidente destacou que as relações com a DEA não foram restabelecidas devido a ações passadas que resultaram em violência contra mexicanos.
  • Apesar dos avanços na segurança, como a redução da migração e apreensões de fentanilo, os Estados Unidos continuam a pressionar, sancionando bancos mexicanos e autorizando ações militares contra grupos criminosos.

A relação entre México e Estados Unidos enfrenta novos desafios, com o ex-presidente Donald Trump pressionando o governo mexicano por mais colaboração em segurança. A proposta inclui um programa de treinamento da DEA (Agência Antidrogas dos EUA), que é vista com desconfiança por Claudia Sheinbaum, presidente do México. Ela busca um equilíbrio entre a cooperação e a soberania nacional.

Trump, conhecido por sua estratégia de pressão, lançou essa proposta em um momento em que ambos os países discutem um acordo de segurança binacional. A DEA, considerada uma entidade intervencionista pelo governo mexicano, sugere um programa chamado Projeto Portero, que visa treinar agentes mexicanos para combater o crime organizado na fronteira. No entanto, Sheinbaum minimizou a proposta, descrevendo-a como um “workshop em Texas” para apenas quatro investigadores.

A presidente enfatizou que as relações com a DEA não foram restabelecidas, destacando que a agência é vista com desconfiança devido a ações passadas, como operações que resultaram em violência contra mexicanos. Especialistas apontam que a DEA enfrenta um dilema de poder com suas contrapartes no México, e a postura de Sheinbaum reflete a necessidade de um novo entendimento.

Além disso, a administração Sheinbaum tem realizado avanços significativos na segurança, reduzindo a migração e realizando apreensões recordes de fentanilo. Apesar disso, os EUA continuam a pressionar, sancionando bancos mexicanos e autorizando ações militares contra grupos criminosos. A situação atual coloca o México em uma posição estratégica, podendo usar essa pressão para fortalecer sua própria agenda de combate à corrupção e ao crime.

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