- A faixa de pedestres colorida em homenagem às vítimas do tiroteio no Pulse nightclub, em Orlando, foi repintada pela agência de transporte da Flórida.
- O prefeito de Orlando, Buddy Dyer, e o senador Carlos Guillermo Smith criticaram a ação, considerando-a um ato político hostil.
- Dyer afirmou que a faixa simbolizava o compromisso da cidade em honrar as vidas perdidas e aumentava a segurança dos pedestres.
- O governador da Flórida, Ron DeSantis, defendeu a remoção da faixa, alegando que as estradas não devem ser usadas para fins políticos.
- A controvérsia reflete um clima tenso em relação a questões LGBTQ+ na Flórida, especialmente sob a administração de DeSantis.
A faixa de pedestres colorida em homenagem às vítimas do tiroteio no Pulse nightclub, em Orlando, foi repintada pela agência de transporte da Flórida, gerando forte reação de autoridades locais. O ataque, que ocorreu em junho de 2016, resultou na morte de 49 pessoas e levou à criação de um memorial que incluía a faixa.
O prefeito de Orlando, Buddy Dyer, expressou sua decepção nas redes sociais, chamando a ação de “ato político cruel”. Ele destacou que a faixa não apenas aumentava a segurança dos pedestres, mas também simbolizava o compromisso da cidade em honrar as vidas perdidas. O senador Carlos Guillermo Smith, que é abertamente gay, também criticou a decisão, afirmando que a repintura foi realizada sem aviso prévio à cidade e caracterizou a ação como vandalismo.
Em resposta, o governador da Flórida, Ron DeSantis, afirmou que não permitirá que as estradas do estado sejam usadas para fins políticos. A decisão de remover a faixa se alinha a uma política mais ampla do governo estadual, que tem pressionado cidades a retirarem faixas coloridas, sob a justificativa de que não servem ao controle de tráfego. Em um comunicado, a agência de transporte da Flórida havia alertado que cidades que não cumprissem essa diretriz poderiam perder financiamento.
Além disso, o secretário de Transporte dos EUA, Sean Duffy, reforçou a posição do governo federal, afirmando que “bandeiras políticas não têm lugar nas estradas públicas”. A controvérsia em torno da faixa de pedestres reflete um clima tenso em relação a questões LGBTQ+ na Flórida, especialmente sob a administração de DeSantis, que tem sido criticado por suas políticas consideradas hostis à comunidade.
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