- Grupos palestinos armados no Líbano iniciarão a entrega de armas ao Exército libanês em cinco de outubro.
- O processo começará no campo de Burj al-Barajneh, em Beirute, e é parte de um acordo entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o governo libanês.
- O objetivo é garantir que o controle de armamentos no país seja exclusivamente do Estado, visando o desarmamento do Hezbollah.
- O presidente da Comissão de Diálogo Libanês-Palestino, Ramez Dimashkieh, afirmou que esta é a primeira fase do processo.
- O governo libanês, sob pressão dos Estados Unidos, planeja desarmar o Hezbollah até o final de 2025.
Grupos palestinos armados em campos de refugiados no Líbano iniciarão a entrega de suas armas ao Exército libanês nesta quinta-feira, 5 de outubro. O processo, que começa no campo de Burj al-Barajneh, em Beirute, é resultado de um acordo firmado entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o governo libanês em maio.
A entrega das armas é parte de um esforço mais amplo para garantir que o controle de armamentos no país seja exclusivamente do Estado, com foco no desarmamento do Hezbollah. Ramez Dimashkieh, presidente da Comissão de Diálogo Libanês-Palestino, afirmou que este é o início da primeira fase do processo. O acordo foi mediado por Yasser Abbas, filho do presidente palestino, Mahmud Abbas.
O Líbano abriga aproximadamente 222 mil refugiados palestinos, muitos vivendo em campos superlotados fora do controle estatal. O governo libanês, sob pressão dos Estados Unidos e temendo uma intensificação dos ataques israelenses, designou o Exército para elaborar um plano de desarmamento do Hezbollah até o final de 2025. O Hezbollah, que manteve suas armas após a Guerra Civil Libanesa, rejeitou a decisão do governo, responsabilizando-o por possíveis conflitos internos.
O plano de desarmamento do Hezbollah prevê várias etapas, incluindo a suspensão de hostilidades com Israel e a retirada de forças israelenses do Líbano. A primeira fase, com duração de 15 dias, envolve a suspensão de operações militares e a montagem de postos de vigilância ao longo da fronteira. As fases subsequentes incluirão a entrega efetiva das armas e a retirada de posições israelenses.
O Hezbollah, que já sofreu perdas significativas durante o conflito do ano passado, enfrenta um cenário desafiador com a queda do regime de Bashar al-Assad na Síria, que limitou suas rotas de abastecimento. O desarmamento completo do grupo, assim como de outras facções armadas, é visto como uma forma de restaurar a soberania do Estado libanês sobre a defesa do país.
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