- O III Tribunal do Júri da Capital condenou Rhuam Roberto Ferreira Bourrus, conhecido como “RH”, e Carlos Henrique Baraúna dos Santos, o “Kayke”, a penas somadas de 384 anos e seis meses.
- A condenação foi pela chacina que matou cinco pessoas durante uma festa junina no Condomínio Jamaica, em Anchieta, em 28 de junho de 2020.
- Os réus, integrantes de uma facção criminosa, tinham como alvo Kevin Cristian de Oliveira Miranda, chefe do tráfico na comunidade rival “Ás de Ouro”.
- Além das cinco mortes, outras sete pessoas ficaram feridas no ataque. As vítimas foram identificadas.
- O juiz Cariel Patriota destacou a brutalidade do crime, especialmente a morte de uma criança de 10 anos, e a responsabilidade dos réus por corrupção de menor.
O III Tribunal do Júri da Capital condenou Rhuam Roberto Ferreira Bourrus, conhecido como “RH”, e Carlos Henrique Baraúna dos Santos, o “Kayke”, a penas somadas de 384 anos e seis meses pela chacina que resultou na morte de cinco pessoas durante uma festa junina no Condomínio Jamaica, em Anchieta. O crime ocorreu em 28 de junho de 2020, quando os criminosos atacaram os moradores que se reuniam na Rua Ernesto Vieira.
Os réus, integrantes de uma facção criminosa, receberam ordens para eliminar Kevin Cristian de Oliveira Miranda, o “Desenho”, chefe do tráfico na comunidade rival “Ás de Ouro”. Durante o ataque, além das cinco mortes, outras sete pessoas ficaram feridas. As vítimas fatais foram identificadas como Antonio Marcos Barcellos Pereira Júnior, Ian Lucas Soares Gomes, Josué de Oliveira Xavier, Rayane Cardoso Lopes e Yuri Lima Vieira.
Detalhes do Julgamento
O juiz Cariel Patriota destacou a brutalidade do crime, especialmente a morte da menina Rayane, de apenas 10 anos. O magistrado relatou que o pai da criança, Naum, foi forçado a presenciar a execução da filha e, em um ato desesperado, tentou protegê-la, mas também foi alvejado. O juiz enfatizou que a chacina transformou um evento comunitário em um cenário de terror, causando um trauma coletivo na comunidade.
Além das condenações por homicídio, os réus também foram responsabilizados por corrupção de menor, já que um adolescente participou do crime. Jonathan Alves Pereira da Silva, outro envolvido, faleceu durante o processo judicial. Rhuan, que não tinha antecedentes criminais, recebeu uma pena de 155 anos e três meses, enquanto Carlos, com nove anotações em sua ficha, foi condenado a 229 anos e três meses.
O julgamento expôs a gravidade da violência associada ao tráfico de drogas, evidenciando o impacto devastador na vida das comunidades afetadas.
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