- Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos da Milícia Nacional Bolivariana em resposta ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos à costa da Venezuela.
- A presença militar americana é justificada como uma ação contra o tráfico de drogas na região.
- Especialistas questionam a viabilidade dessa mobilização, citando a falta de recursos e logística no país.
- Estimativas indicam que o número real de milicianos prontos para combate varia entre 200 mil e 700 mil, muito abaixo do anunciado.
- A mobilização é vista como uma estratégia do governo para inflar números, com relatos de pressão sobre funcionários públicos para se alistarem.
O líder venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos da Milícia Nacional Bolivariana em resposta ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos à costa da Venezuela. A ação americana é justificada como um combate ao tráfico de drogas na região. A mobilização, no entanto, levanta questionamentos sobre sua viabilidade, dado o contexto de crise econômica e social que o país enfrenta.
Especialistas em defesa e política venezuelana expressam ceticismo quanto ao número anunciado. O professor Ricardo Salvador De Toma destacou que a Venezuela carece de recursos logísticos para sustentar uma mobilização dessa magnitude. Ele apontou que muitos soldados ativos não comparecem aos quartéis devido à falta de alimentação. A mobilização de 4,5 milhões representaria cerca de 16% da população, o que é considerado improvável por analistas.
A Milícia Nacional Bolivariana, criada em 2005 por Hugo Chávez, foi incorporada às Forças Armadas em 2020. Comandada pelo general Orlando Ramón Romero Bolívar, a milícia desempenha funções que vão além das atividades militares, incluindo controle territorial e apoio a programas sociais. Contudo, a quantidade de milicianos realmente prontos para combate é incerta. Estimativas variam de 200 mil a 700 mil combatentes ativos, muito abaixo do número divulgado por Maduro.
A mobilização também é vista como uma estratégia do governo para inflar números, com relatos de pressão sobre funcionários públicos para que se alistem. De Toma afirmou que essa prática visa aumentar artificialmente o número de milicianos, que, segundo ele, é uma tentativa de coação. A situação atual da Venezuela, marcada pela escassez de recursos essenciais, torna a mobilização um desafio logístico significativo.
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