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Milei exonera funcionário após divulgação de áudios sobre suborno suspeito

Javier Milei enfrenta grave crise de corrupção após demissão de diretor da Andis e denúncias envolvendo sua irmã e assessores.

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  • O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu Diego Spagnuolo, diretor-executivo da Agência Nacional de Deficiência (Andis), após o vazamento de gravações sobre um esquema de subornos.
  • As gravações implicam Spagnuolo, Milei e sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da presidência, em um esquema de corrupção relacionado à compra de medicamentos.
  • O advogado Gregorio Dalbón, que representa a ex-presidente Cristina Kirchner, apresentou uma denúncia criminal contra os irmãos Milei e outros envolvidos.
  • A oposição política exigiu explicações durante uma sessão parlamentar, enquanto o ministro da Saúde, Mario Lugones, foi designado para intervir na Andis.
  • A denúncia inclui acusações de suborno e administração fraudulenta, com menções a cifras milionárias e a uma empresária ligada à família Menem.

O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o diretor-executivo da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, após o vazamento de gravações que revelam um esquema de subornos. A decisão foi anunciada pela assessoria de imprensa presidencial em uma postagem na rede social X, destacando a necessidade de uma ação preventiva em meio a um cenário político conturbado.

As gravações, que circulam em diversos meios de comunicação, mostram Spagnuolo discutindo a arrecadação de subornos, implicando não apenas ele, mas também Milei e sua irmã, Karina Milei, que ocupa o cargo de secretária-geral da presidência. O advogado Gregorio Dalbón, que representa a ex-presidente Cristina Kirchner, apresentou uma denúncia criminal contra os irmãos Milei, alegando corrupção em contratos de fornecimento de medicamentos.

Denúncias e Implicações

Dalbón acusa a existência de um esquema de cobrança de propinas relacionado à compra de medicamentos, o que configura crimes como suborno e administração fraudulenta. Além de Milei e sua irmã, a denúncia também atinge o assessor presidencial Eduardo ‘Lule’ Menem e o proprietário da empresa Suizo Argentina S.A., Eduardo Kovalivker.

Os áudios vazados incluem Spagnuolo admitindo a operação de uma rede de arrecadação ilegal, mencionando que, embora Milei não esteja diretamente envolvido, seus associados estariam solicitando dinheiro de prestadores de serviços. Em um dos trechos, Spagnuolo afirma que uma empresária ligada à família Menem estaria gerenciando o esquema, que movimentaria cifras milionárias.

Reações e Consequências

A oposição política reagiu rapidamente, exigindo explicações de Karina Milei e Spagnuolo durante uma sessão parlamentar que discutia a declaração de emergência em matéria de deficiência. Essa medida, que visa aumentar os fundos de assistência ao setor, foi vetada por Milei no início do mês. O ministro da Saúde, Mario Lugones, foi designado para intervir na Andis e anunciar um novo interventor, buscando garantir a continuidade das operações da agência em meio a essas graves acusações.

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