- Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, está sob investigação por tentativa de golpe de Estado e cumpre medidas cautelares, incluindo prisão domiciliar desde 11 de agosto.
- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para a defesa de Bolsonaro explicar o descumprimento das medidas e um pedido de asilo político na Argentina.
- A intimação ocorreu após a Polícia Federal encontrar um rascunho de pedido de asilo datado de fevereiro de 2024 e indícios de que Bolsonaro possuía um documento para facilitar sua fuga.
- Também foram detectadas trocas de mensagens entre Bolsonaro e o general Braga Netto, o que viola a proibição de comunicação entre réus.
- A defesa de Bolsonaro nega qualquer violação e se manifestará dentro do prazo estipulado, após o que o caso será enviado à Procuradoria-Geral da República.
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, está sob investigação por tentativa de golpe de Estado e enfrenta medidas cautelares, incluindo prisão domiciliar desde 11 de agosto. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro explique o descumprimento dessas medidas e um pedido de asilo político na Argentina.
A intimação foi emitida após a Polícia Federal identificar um rascunho de pedido de asilo, datado de fevereiro de 2024, que surgiu após uma operação de busca e apreensão contra o ex-presidente. Moraes destacou que elementos de prova indicam que Bolsonaro possuía um documento que poderia facilitar sua evasão do país. Além disso, foram detectadas trocas de mensagens entre Bolsonaro e o general Braga Netto, ambos réus no processo, o que contraria a proibição de comunicação entre eles.
A defesa de Bolsonaro nega qualquer violação das medidas cautelares e afirma que os pontos levantados serão esclarecidos dentro do prazo estipulado. Os advogados afirmaram que nunca houve descumprimento de medidas previamente impostas. Após a manifestação da defesa, o caso será enviado à Procuradoria-Geral da República, que terá mais 48 horas para se manifestar.
As investigações incluem também a análise do celular de Bolsonaro, que revelou o uso irregular de redes sociais, o que é proibido por ordem judicial. A situação do ex-presidente se agrava com a possibilidade de fuga, levando o STF a intensificar a vigilância sobre suas ações.
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