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O Brasil normaliza o horror enquanto o poder público permanece indiferente

A sociedade brasileira enfrenta uma crescente indiferença diante da violência de gênero, enquanto feminicídios aumentam em alarmante ritmo

Ilustração de Aline Bispo para coluna de Djamila Ribeiro de 22 de agosto de 2025 (Foto: Aline Bispo/Folhapress)
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  • O Brasil enfrenta uma alarmante taxa de feminicídios e violência contra mulheres.
  • Recentes assassinatos, como o de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, e Josenilson Vitorino, evidenciam a brutalidade da violência de gênero.
  • Sther foi morta em Guadalupe, no Rio de Janeiro, após recusar um convite de um traficante, sendo estuprada e espancada.
  • Josenilson foi assassinado em Cajazeiras, na Bahia, ao tentar proteger sua filha de um ataque.
  • A falta de mobilização pública e solidariedade em relação a esses casos é preocupante, refletindo uma cultura que minimiza a dor das mulheres.

Diante da crescente onda de feminicídios no Brasil, a sociedade enfrenta uma alarmante apatia em relação à violência contra mulheres. Recentes assassinatos, como o de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, e Josenilson Vitorino, revelam a brutalidade da misoginia. Sther foi morta em Guadalupe, no Rio de Janeiro, após recusar um convite de um traficante, sendo estuprada e espancada antes de seu corpo ser deixado em frente à casa da mãe. Josenilson, por sua vez, foi assassinado em Cajazeiras, na Bahia, ao tentar proteger sua filha de um ataque.

A falta de mobilização pública e de solidariedade em casos como esses é preocupante. Enquanto a sociedade se mobiliza em campanhas de apoio a homens, como a “MC não é bandido”, a mesma energia não é direcionada às vítimas femininas. Essa disparidade revela uma cultura que, muitas vezes, minimiza a dor das mulheres e prioriza a defesa de homens em situações de criminalização.

Estatísticas recentes apontam que a violência contra a mulher continua a crescer, com um aumento significativo nos casos de feminicídio. A normalização do horror e a indiferença do poder público em relação a esses crimes são alarmantes. A discussão sobre a violência de gênero deve ser uma prioridade, assim como a necessidade de um olhar mais atento às condições de vida das mulheres nas periferias.

A sociedade brasileira precisa urgentemente reavaliar suas prioridades e a forma como lida com a violência de gênero. O silêncio e a conivência não podem ser mais aceitos. É fundamental que a indignação se transforme em ação, promovendo mudanças efetivas para proteger as mulheres e garantir seus direitos.

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