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Polícia Federal realiza operação no Rio para desarticular fraudes bancárias e sociais

Operação Oasis 14 desmantela esquema de fraudes financeiras e sociais, com prejuízo estimado em R$ 110 milhões e prisões em série

Policiais federais cumprem 26 mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em endereços no estado do Rio (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Oasis 14 para combater fraudes no sistema financeiro e em programas sociais.
  • A operação ocorreu na manhã de quinta-feira e envolveu cerca de 140 policiais em oito cidades dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
  • Foram cumpridos 26 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão, resultando em 14 prisões e a apreensão de um revólver em São Pedro da Aldeia.
  • O esquema criminoso envolvia mais de 330 empresas de fachada e causou um prejuízo estimado de R$ 110 milhões ao sistema financeiro.
  • Os envolvidos responderão por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a 2ª fase da Operação Oasis 14, com o intuito de combater fraudes no sistema financeiro e em programas sociais. A ação, que contou com o apoio da Caixa Econômica Federal, mobilizou cerca de 140 policiais para cumprir 26 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em oito cidades dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Até o momento, foram realizadas 14 prisões e, durante as buscas, um revólver com seis munições foi apreendido em uma residência em São Pedro da Aldeia, resultando na prisão em flagrante do investigado por posse ilegal de arma. A operação é um desdobramento de investigações iniciadas em maio do ano passado, que revelaram um esquema complexo envolvendo mais de 330 empresas de fachada controladas por uma organização criminosa.

Estrutura do Esquema

Os investigadores identificaram a participação de seis funcionários da Caixa e quatro de instituições privadas, que colaboravam na abertura de contas e concessão de empréstimos fraudulentos. O grupo simulava movimentações financeiras e utilizava imóveis reais como fachada para empresas fictícias. A PF cruzou dados e identificou cerca de 200 operações de crédito fraudulentas, resultando em um prejuízo documentado de R$ 33 milhões. No entanto, a estimativa total de danos ao sistema financeiro nacional pode alcançar R$ 110 milhões.

Os envolvidos responderão por diversos crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. A operação destaca a gravidade das fraudes que comprometem a integridade do sistema financeiro e a necessidade de ações rigorosas para coibir tais práticas.

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