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Quase 140 mulheres vítimas de violência recebem atendimento diário em saúde no estado

Assassinato de jovem no Rio de Janeiro expõe a crescente violência contra mulheres, com dados alarmantes sobre feminicídios e agressões na região

Sther Barroso dos Santos foi espancada até a morte após recusar ficar com traficante em baile funk (Foto: Arquivo pessoal)
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  • Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi assassinada no último domingo, após recusar sair com um traficante em um baile funk no Rio de Janeiro.
  • O crime gerou indignação entre familiares e amigos, que a velaram no Cemitério de Ricardo de Albuquerque.
  • A mãe da jovem desmaiou durante o sepultamento, enquanto parentes clamavam por justiça.
  • O Observatório do Feminicídio revelou que, em 2025, o estado registrou 53 feminicídios entre janeiro e julho, mas 30.978 mulheres foram atendidas por violência, com o estupro sendo a forma mais comum de agressão.
  • O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, e o suspeito, Bruno da Silva Loureiro, possui um extenso histórico criminal e 12 mandados de prisão em aberto.

Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi assassinada no último domingo, após recusar sair com um traficante em um baile funk. O crime gerou indignação entre familiares e amigos, que a velaram no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Durante o sepultamento, a mãe da jovem, Carina Couto, desmaiou, enquanto parentes clamavam por justiça, destacando a brutalidade do ato.

O assassinato de Sther ocorre em um contexto alarmante de violência contra mulheres no Brasil. O Observatório do Feminicídio, lançado pela Secretaria de Estado da Mulher, revela que, em 2025, o estado registrou 53 feminicídios entre janeiro e julho, uma redução em relação ao ano anterior. No entanto, 30.978 mulheres foram atendidas por violência, com o estupro sendo a forma mais frequente de agressão. A reincidência é preocupante, com 42% dos casos ocorrendo de forma repetida.

Sther foi espancada após se recusar a acompanhar Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, apontado como chefe do tráfico na Coreia. Ele possui um extenso histórico criminal e 12 mandados de prisão em aberto. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso, enquanto a certidão de óbito da jovem aponta como causas da morte hemorragia subaracnoide e traumatismo crânio-encefálico.

A tragédia de Sther destaca a necessidade urgente de medidas eficazes para combater a violência de gênero. O novo observatório oferece dados interativos sobre segurança, justiça e saúde, visando aumentar a conscientização e a proteção das mulheres no estado.

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