Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Representantes de 21 países e da UE criticam planos de assentamentos israelenses na Cisjordânia

Representantes internacionais alertam que construção de assentamentos em área E1 pode inviabilizar um futuro Estado palestino

Militares israelenses vigiam corredor na Cisjordânia conhecido como E1, onde Israel quer construir novos assentamentos judaicos (Foto: Menahem Kahana / AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • Representantes de 21 países e da União Europeia (UE) condenaram um plano de Israel para construir 3,4 mil casas na área E1 da Cisjordânia.
  • O projeto é considerado uma violação do direito internacional e pode dividir o futuro Estado palestino.
  • O Reino Unido convocou a embaixadora israelense para expressar suas preocupações sobre o plano.
  • A construção na área E1 é vista como uma ameaça à reserva de terra entre centros urbanos palestinos, como Jerusalém Oriental, Belém e Ramallah.
  • O governo britânico anunciou que reconhecerá o Estado palestino se Israel não tomar medidas para encerrar a guerra em Gaza e aliviar a crise humanitária.

Representantes de 21 países e da União Europeia (UE) condenaram um novo plano de Israel para construir 3,4 mil casas na área E1 da Cisjordânia, que pode dividir o futuro Estado palestino. O Reino Unido convocou a embaixadora israelense para expressar suas preocupações.

O comunicado, divulgado nesta quinta-feira, descreve o projeto como “inaceitável e uma violação do direito internacional”. O texto critica o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, que declarou que o plano “enterra a possibilidade de um Estado palestino”. Os países signatários, incluindo França, Canadá e Dinamarca, pedem a reversão imediata do projeto.

A construção na área E1, situada entre Jerusalém Oriental e a região central da Cisjordânia, é vista como uma ameaça à única reserva de terra entre os principais centros urbanos palestinos, como Jerusalém Oriental, Belém e Ramallah. Essa nova linha de assentamentos poderia inviabilizar um futuro Estado palestino com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O plano, que estava em espera desde 2005, foi reativado com a ascensão de um governo israelense de extrema direita. O comunicado enfatiza que a ação unilateral de Israel mina o desejo coletivo por segurança na região e pede que o governo interrompa a construção de assentamentos, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.

Além das críticas ao plano de assentamentos, Israel enfrenta crescente pressão internacional devido à violência contra palestinos na Cisjordânia. Recentemente, um ativista foi morto por um colono, um caso que não resultou em indiciamento. O governo britânico, por sua vez, anunciou que reconhecerá o Estado palestino se Israel não tomar medidas concretas para encerrar a guerra em Gaza e aliviar a crise humanitária.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais