- Representantes de 21 países e da União Europeia (UE) condenaram um plano de Israel para construir 3,4 mil casas na área E1 da Cisjordânia.
- O projeto é considerado uma violação do direito internacional e pode dividir o futuro Estado palestino.
- O Reino Unido convocou a embaixadora israelense para expressar suas preocupações sobre o plano.
- A construção na área E1 é vista como uma ameaça à reserva de terra entre centros urbanos palestinos, como Jerusalém Oriental, Belém e Ramallah.
- O governo britânico anunciou que reconhecerá o Estado palestino se Israel não tomar medidas para encerrar a guerra em Gaza e aliviar a crise humanitária.
Representantes de 21 países e da União Europeia (UE) condenaram um novo plano de Israel para construir 3,4 mil casas na área E1 da Cisjordânia, que pode dividir o futuro Estado palestino. O Reino Unido convocou a embaixadora israelense para expressar suas preocupações.
O comunicado, divulgado nesta quinta-feira, descreve o projeto como “inaceitável e uma violação do direito internacional”. O texto critica o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, que declarou que o plano “enterra a possibilidade de um Estado palestino”. Os países signatários, incluindo França, Canadá e Dinamarca, pedem a reversão imediata do projeto.
A construção na área E1, situada entre Jerusalém Oriental e a região central da Cisjordânia, é vista como uma ameaça à única reserva de terra entre os principais centros urbanos palestinos, como Jerusalém Oriental, Belém e Ramallah. Essa nova linha de assentamentos poderia inviabilizar um futuro Estado palestino com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O plano, que estava em espera desde 2005, foi reativado com a ascensão de um governo israelense de extrema direita. O comunicado enfatiza que a ação unilateral de Israel mina o desejo coletivo por segurança na região e pede que o governo interrompa a construção de assentamentos, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.
Além das críticas ao plano de assentamentos, Israel enfrenta crescente pressão internacional devido à violência contra palestinos na Cisjordânia. Recentemente, um ativista foi morto por um colono, um caso que não resultou em indiciamento. O governo britânico, por sua vez, anunciou que reconhecerá o Estado palestino se Israel não tomar medidas concretas para encerrar a guerra em Gaza e aliviar a crise humanitária.
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