- Mais de sete mil pessoas assinaram uma carta pedindo ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes a suspensão do despejo do Teatro de Contêiner Mungunzá, em São Paulo.
- O teatro, ocupado há quase dez anos, é um importante centro cultural que democratiza o acesso à arte.
- A prefeitura ordenou o despejo, com prazo até quinta-feira, dia 21.
- Na terça-feira, dia 19, a guarda civil fechou o acesso dos artistas ao espaço, resultando em confrontos que envolveram spray de pimenta.
- O teatro realizará um show gratuito nesta quinta-feira, às 20h, como ato de resistência.
Mais de 7 mil pessoas assinaram uma carta pedindo ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes a suspensão do despejo do Teatro de Contêiner Mungunzá, localizado na região da Luz, em São Paulo. O espaço, ocupado há quase dez anos, se tornou um importante centro cultural, promovendo acesso à arte e uma programação contínua.
A situação se intensificou após a prefeitura emitir uma ordem de despejo, dando prazo até quinta-feira (21) para a desocupação. Na terça-feira (19), a guarda civil fechou o acesso dos artistas a um prédio que abriga cenários e figurinos, resultando em confrontos onde foi utilizado spray de pimenta. Vídeos do incidente se espalharam nas redes sociais, levando a gestão a cancelar a montagem de um palco para anunciar um projeto habitacional na área.
Entre os signatários da carta estão nomes renomados como Marieta Severo, Giulia Gam, e Maria Gadú. Os artistas e apoiadores do teatro argumentam que o espaço é vital para a democratização da cultura na região, marcada por desafios sociais. Alunos de artes cênicas de instituições como a USP e UNESP também se mobilizam em apoio ao Teatro de Contêiner.
Em resposta à ameaça de despejo, o teatro realizará um show gratuito do projeto Negras Melodias nesta quinta-feira, às 20h, como um ato de resistência. A atriz Fernanda Torres também se manifestou, enviando uma carta ao prefeito solicitando a permanência do espaço cultural.
Entre na conversa da comunidade