- O filme “Apocalipse nos trópicos”, da diretora Petra Costa, investiga a influência do cristianismo evangélico na política brasileira, focando no pastor Silas Malafaia.
- Recentemente, a Polícia Federal apreendeu o celular e o passaporte de Malafaia em uma investigação sobre Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo por suposta interferência em um julgamento.
- O documentário destaca a relação entre Malafaia e a família Bolsonaro, mostrando sua influência na política nacional e em nomeações, como a de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal.
- Após o lançamento do filme, Malafaia afirmou ter sido “enganado” pela equipe de filmagem, alegando que não teria participado se soubesse da inclinação política do projeto.
- O filme também aborda a visão equivocada de Malafaia sobre a influência evangélica nas eleições, prevendo a derrota de Lula em 2022, apesar de dados do Censo de 2022 indicarem que os evangélicos representam 26,9% da população.
Lançado em julho na Netflix, o filme “Apocalipse nos trópicos”, da diretora Petra Costa, investiga a influência do cristianismo evangélico na política brasileira, com foco no pastor Silas Malafaia. Recentemente, Malafaia teve seu celular e passaporte apreendidos pela Polícia Federal, no contexto de uma investigação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo por suposta interferência em um julgamento.
O documentário destaca a relação próxima entre Malafaia e a família Bolsonaro, mostrando como o pastor se tornou uma figura central na política nacional. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Petra Costa afirmou que, ao lado de Malafaia, Bolsonaro parecia “diminuído”. O filme o apresenta em eventos evangélicos, onde prega contra o que chama de “Brasil esquerdopata”, utilizando a plataforma de Bolsonaro para mobilizar o eleitorado cristão.
Malafaia, que já apoiou diversos candidatos ao longo de sua carreira, encontrou em Bolsonaro um aliado ideal. O filme revela que, após a eleição de 2018, o pastor exerceu influência significativa sobre nomeações, incluindo a de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal. Em uma cena, Malafaia é visto em seu jatinho particular, discutindo diretamente com o presidente sobre questões políticas.
Após o lançamento do documentário, Malafaia declarou ter sido “enganado” pela equipe de filmagem, afirmando que não teria participado se soubesse que o projeto tinha uma inclinação política. O filme, que também analisa a trajetória política do pastor, mostra sua visão equivocada sobre a influência evangélica nas eleições, prevendo a derrota de Lula em 2022, apesar de dados do Censo de 2022 indicarem que os evangélicos representam 26,9% da população.
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