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Soldado israelense revela uso de civis de Gaza como escudos humanos em conflito

Revelações de soldado israelense expõem uso de civis palestinos como escudos humanos, gerando preocupações sobre a ética militar e saúde mental dos soldados

Soldados israelenses em um tanque na fronteira com Gaza em 13 de agosto de 2025. (Foto: Amir Cohen/REUTERS)
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  • Um soldado israelense, identificado como Elie, denunciou o uso de civis palestinos como escudos humanos durante operações em Gaza.
  • Ele relatou que foi instruído a forçar jovens a entrar em edifícios em busca de explosivos.
  • A prática é considerada ilegal segundo normas internacionais e foi denunciada pela ONG Breaking The Silence.
  • Elie afirmou que a desconexão moral entre os soldados e os civis afetou sua saúde mental, levando-o a enfrentar estresse pós-traumático.
  • Após pressão de seus colegas, a unidade decidiu não utilizar mais civis como escudos, mas Elie não retornou ao exército e já há um aumento de casos de suicídio entre soldados israelenses.

Um soldado israelense, identificado como Elie, revelou o uso de civis palestinos como escudos humanos durante operações em Gaza, levantando questões sobre a moralidade das ações do exército israelense. Desde os atentados de Hamás em outubro de 2023, a região tem sido palco de intensos conflitos, com o exército realizando operações militares para proteger cidadãos israelenses e recuperar reféns.

Elie, que serviu na brigada Nahal, descreveu sua experiência em Gaza, onde foi instruído a usar palestinos como escudos. Ele relatou que dois jovens, um deles com apenas 16 anos, foram forçados a entrar em edifícios em busca de explosivos. “Isso foi demais para mim”, afirmou o soldado, que se disse chocado com a situação. A prática, considerada ilegal segundo as normas internacionais, foi denunciada por vários militares que se manifestaram através da ONG Breaking The Silence.

A organização tem recebido um número crescente de relatos de abusos cometidos pelo exército israelense, incluindo o uso sistemático de civis como escudos humanos. Em agosto de 2024, uma investigação do jornal Haaretz corroborou essas alegações, destacando a gravidade da situação. “Havia uma desconexão moral entre nós e os civis”, disse Elie, que também mencionou o impacto psicológico que essas experiências tiveram sobre ele e seus colegas.

Após a pressão de seus companheiros, a unidade de Elie decidiu não utilizar mais civis como escudos. “Essa prática é muito mais dura do que destruir casas”, afirmou. Desde então, Elie não retornou ao exército e enfrenta problemas de saúde mental, incluindo estresse pós-traumático. O aumento de casos de suicídio entre soldados israelenses, que já chega a 21 em 2024, é um reflexo do trauma psicológico causado pela guerra em curso.

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