- O ex-presidente Jair Bolsonaro deve apresentar sua defesa até esta sexta-feira, 22, sobre acusações de descumprimento de medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF).
- O prazo foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes após indiciamento de Bolsonaro pela Polícia Federal por coação em investigação sobre tentativa de golpe de Estado.
- A defesa precisa se manifestar sobre um plano de fuga encontrado em seu celular, que inclui um pedido de asilo político à Argentina.
- O documento, com 33 páginas, foi salvo em 10 de fevereiro de 2024, após a Operação Tempus Veritatis, que investiga Bolsonaro e aliados.
- A defesa afirma que Bolsonaro rechaçou o plano, mas a Polícia Federal destaca que o arquivo foi editado em 12 de fevereiro de 2024, quando já estava em sua posse.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve apresentar sua defesa até esta sexta-feira, 22, sobre as acusações de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo foi estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal indiciar Bolsonaro por coação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
A defesa do ex-presidente terá que se pronunciar sobre um plano de fuga encontrado em seu celular, que inclui um pedido de asilo político à Argentina. O documento, intitulado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO”, possui 33 páginas e foi salvo no aparelho em 10 de fevereiro de 2024, dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que mira Bolsonaro e seus aliados.
De acordo com a Polícia Federal, o conteúdo do arquivo sugere que o ex-presidente planejou uma fuga do país para evitar a aplicação da lei penal. A defesa, por sua vez, afirma que Bolsonaro rechaçou o plano assim que tomou conhecimento dele. No entanto, a PF destaca que o documento foi editado pela última vez em 12 de fevereiro de 2024, quando já estava sob a posse de Bolsonaro.
Os advogados do ex-presidente garantem que cumprirão o prazo estabelecido pelo STF e que todos os elementos apontados na decisão serão esclarecidos. Eles sustentam que não houve descumprimento das medidas cautelares previamente impostas.
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