- A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro antes que ele acumule faltas suficientes para ser desligado automaticamente.
- Gleisi afirmou que a responsabilidade pela cassação não é apenas do presidente da Câmara, Hugo Motta, que já enviou quatro pedidos de cassação ao Conselho de Ética.
- Novas evidências da Polícia Federal indicam que Eduardo atuou contra os interesses do país, interferindo no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, condicionou ações políticas a sanções da gestão Trump contra líderes brasileiros.
- Gleisi ressaltou a importância de uma mobilização do colégio de líderes da Câmara diante das ações do deputado.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) antes que ele acumule faltas suficientes para ser desligado automaticamente do cargo. Gleisi enfatizou que a responsabilidade pela cassação não recai apenas sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “A cassação do Eduardo não é atribuição apenas do presidente da Câmara. Ele já encaminhou os pedidos ao Conselho de Ética”, afirmou.
Na última sexta-feira (15), Motta enviou quatro pedidos de cassação ao Conselho de Ética, que estavam parados na Mesa Diretora da Câmara. Gleisi argumentou que as novas evidências da Polícia Federal, reveladas na investigação que indiciou Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçam a necessidade de ação. As mensagens indicam que o deputado atuou contra os interesses do país, tentando interferir no julgamento do pai.
Novas Revelações
Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, já declarou em diversas ocasiões que Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estão sob a mira de novas sanções da gestão Trump. Ele condicionou a aprovação da anistia e a saída de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal a ações favoráveis por parte dos líderes.
Gleisi destacou que é crucial que o colégio de líderes da Câmara se mobilize diante das ações de Eduardo. A pressão por uma resposta rápida se intensifica, à medida que novas evidências surgem, colocando em xeque a conduta do deputado e sua relação com o ex-presidente.
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