- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um alistamento especial para milícias, com a meta de mobilizar 4,5 milhões de milicianos.
- A convocação ocorrerá em quartéis, praças públicas e redes de defesa, visando preparar a população contra ameaças dos Estados Unidos.
- A medida é uma resposta ao envio de três destróieres de mísseis guiados pelos EUA para a costa venezuelana, justificada como proteção contra cartéis de drogas.
- Os navios USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson foram mobilizados, com cerca de quatro mil marinheiros e fuzileiros envolvidos.
- Maduro desqualificou as alegações dos EUA, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, chamou as acusações de “tolas”.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um alistamento especial para milícias neste fim de semana, com o objetivo de mobilizar 4,5 milhões de milicianos. A convocação, que ocorrerá em quartéis, praças públicas e redes de defesa, visa preparar a população para uma possível proteção contra as ameaças dos Estados Unidos.
A medida surge em meio ao aumento da tensão entre os dois países, com os EUA enviando três destróieres de mísseis guiados para a costa venezuelana. O governo americano justifica a presença militar como uma resposta a supostas ameaças de cartéis de drogas, embora a situação tenha sido exacerbada pela oferta de uma recompensa de US$ 50 milhões pela prisão de Maduro.
Na terça-feira (19), os navios USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson foram mobilizados, com cerca de quatro mil marinheiros e fuzileiros envolvidos. Além disso, a operação contará com submarinos e aviões de reconhecimento. O governo de Maduro, por sua vez, desqualificou as alegações dos EUA, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, chamando as acusações de “tolas” e comparando a situação a um “filme de faroeste”.
A convocação das milícias reflete a crescente militarização da política venezuelana, enquanto os EUA intensificam suas ações na região. Maduro busca consolidar sua base de apoio interna em um momento de crescente pressão externa, destacando a necessidade de um “Grande Plano Nacional de Soberania e Paz”.
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