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Múcio promete dialogar com comandantes sobre acesso a arquivos da ditadura

Ministro da Defesa, José Múcio, promete acesso a documentos das Forças Armadas para esclarecer desaparecimentos políticos da ditadura

Ministro da Defesa, José Mucio — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/28-08-2024
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  • O ministro da Defesa, José Múcio, se reuniu com a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, reinstalada em 2023.
  • Ele se comprometeu a buscar autorização para acessar documentos das Forças Armadas sobre a ditadura militar.
  • O encontro ocorreu após um pedido formal da presidente da comissão, Eugênia Gonzaga, em março.
  • A comissão, criada em 1995 e extinta em 2022, busca esclarecer desaparecimentos políticos e derrubar o tabu do sigilo sobre documentos.
  • Múcio irá dialogar com os comandantes das Forças Armadas para verificar a existência de arquivos ainda não acessados.

O ministro da Defesa, José Múcio, se reuniu com a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, reinstalada em 2023, e se comprometeu a buscar autorização para acesso a documentos das Forças Armadas. O encontro ocorreu na semana passada, após um pedido formal feito em março pela presidente da comissão, Eugênia Gonzaga.

A comissão, criada em 1995 e extinta em 2022, visa esclarecer casos de desaparecimentos políticos durante a ditadura militar. Gonzaga destacou a importância do acesso a arquivos, que podem conter informações cruciais sobre ações das Forças Armadas. O objetivo é derrubar o tabu do sigilo em torno desses documentos.

Múcio afirmou que irá dialogar com os comandantes das Forças Armadas para verificar a existência de acervos documentais ainda não acessados. A comissão espera que, caso o acesso seja liberado, um grupo técnico seja formado para analisar o material. A presidente da comissão ressaltou que a análise já é feita com outros ministérios, mas não com as Forças Armadas.

O último grande ato da comissão ocorreu em dezembro de 2024, com a retificação das causas de óbito de 434 brasileiros mortos ou desaparecidos. Atualmente, os trabalhos se concentram no pagamento de indenizações a parte desse grupo que ainda não recebeu autorização da União. A presidente da comissão mencionou que, apesar das dificuldades, foram captados mais de R$ 3 milhões em emendas parlamentares para apoiar as atividades do grupo.

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