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Senado aprova aumento de gastos e Milei enfrenta derrota no Congresso

Senado argentino desafia agenda de austeridade de Milei ao aprovar aumentos orçamentários para universidades e saúde pública

O presidente da Argentina, Javier Milei, reage ao cumprimentar apoiadores durante um comício do partido La Libertad Avanza, antes das eleições de meio de mandato, em Buenos Aires, Argentina, em 9 de maio de 2025. (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)
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  • O Senado da Argentina rejeitou decretos do presidente Javier Milei e aprovou aumentos orçamentários para universidades e saúde.
  • Desde sua posse em dezembro de 2023, Milei enfrenta resistência no Congresso, que é dominado pela oposição.
  • Os senadores aprovaram um aumento no financiamento das universidades nacionais e um reajuste nos salários dos funcionários.
  • Também foi debatido um aumento no orçamento da saúde, com a declaração de emergência pediátrica por dois anos.
  • Milei criticou o Congresso, afirmando que sua agenda está sendo obstruída pela oposição, que busca a falência do Estado nacional.

BUENOS AIRES (Reuters) – O governo do presidente argentino, Javier Milei, enfrentou um revés significativo na quinta-feira, quando o Senado rejeitou uma série de decretos presidenciais e aprovou aumentos orçamentários para universidades públicas. Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Milei tem implementado uma política de austeridade rigorosa para controlar a inflação, mas sua agenda fiscal tem encontrado forte resistência no Congresso, dominado pela oposição.

Os senadores aprovaram um aumento no financiamento das universidades nacionais, incluindo um reajuste nos salários dos funcionários. Além disso, foi debatido um aumento no orçamento da saúde, com a declaração de uma emergência pediátrica por dois anos. A senadora Alejandra Vigo, da aliança peronista, destacou que a defesa da universidade pública é uma decisão crucial para o futuro do país.

Milei, que já havia manifestado sua intenção de vetar leis que aumentem as alocações orçamentárias, viu sua proposta de redução da estrutura do Estado ser rejeitada. O governo, que possui minoria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, também enfrentou um obstáculo na quarta-feira, quando a oposição conseguiu anular um veto presidencial que impedia o aumento nos subsídios para deficientes.

Em um evento com líderes empresariais, Milei criticou o Congresso, afirmando que ele está “sequestrado pelo kirchnerismo” e que a agenda legislativa da oposição visa a “falência do Estado nacional”. A situação atual reflete a crescente tensão entre o governo e a oposição, evidenciando os desafios que Milei enfrenta para implementar suas políticas em um ambiente político adverso.

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