- Os Estados Unidos aumentaram a recompensa para US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do presidente Nicolás Maduro.
- As sanções contra a Venezuela, que começaram em 2015, foram ampliadas devido a acusações de que Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo.
- A procuradora-geral americana, Pam Bondi, informou que a Agência de Combate às Drogas apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas ao governo venezuelano.
- Os EUA enviaram três navios de guerra para a costa da Venezuela, alegando que a missão é de combate ao tráfico de drogas.
- Em resposta, Maduro convocou uma mobilização militar para defender o país, que enfrenta uma grave crise econômica.
Os Estados Unidos intensificaram suas ações contra a Venezuela, aumentando a recompensa para US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do presidente Nicolás Maduro. As sanções, que já duram mais de dez anos, foram ampliadas após acusações de que Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo. A procuradora-geral americana, Pam Bondi, afirmou que a Agência de Combate às Drogas apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas ao governo venezuelano.
Recentemente, os EUA enviaram três navios de guerra para a costa da Venezuela, alegando que a missão é de combate ao tráfico de drogas. Em resposta, Maduro convocou uma mobilização militar, destacando a necessidade de defender o país. O governo venezuelano enfrenta uma severa crise econômica, resultando na saída de milhões de cidadãos.
Histórico de Sanções
As sanções dos EUA começaram em 2015, durante a administração de Barack Obama, com a proibição de vistos para Maduro e seus aliados. Desde então, diversas ordens executivas foram emitidas, bloqueando ativos e proibindo transações financeiras. Em 2017, Maduro foi incluído na lista de sanções do Ofac, que controla as punições econômicas.
Além das sanções individuais, os EUA impuseram restrições ao setor petrolífero da Venezuela, congelando ativos da Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) e proibindo instituições financeiras americanas de negociar com a estatal. Essas medidas impactaram severamente a economia do país, levando a uma queda acentuada na produção de petróleo.
Consequências das Sanções
Um estudo da ONG Tricontinental revelou que entre 2017 e 2024, as sanções resultaram em um déficit de US$ 226 bilhões nas receitas de petróleo da Venezuela. As sanções também afetam a capacidade do governo de financiar serviços essenciais, exacerbando a crise humanitária no país.
A Lei Magnitsky, aprovada em 2012, foi ampliada em 2016 para permitir sanções a indivíduos acusados de corrupção e violações de direitos humanos globalmente. Essa legislação tem sido uma ferramenta importante para os EUA pressionarem líderes considerados violadores de normas internacionais.
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