- A segurança na Colômbia se tornou uma preocupação central após ataques violentos, incluindo o assassinato de 13 policiais em Amalfi e a morte de civis em Cali.
- Esses eventos intensificaram o debate sobre a política de paz do governo de Gustavo Petro, que busca negociar com grupos armados.
- Em 2023, a organização Indepaz registrou 103 assassinatos de líderes sociais e 50 massacres.
- Uma pesquisa da Invamer revelou que 36% dos colombianos consideram a segurança o maior problema do país, superando questões políticas e econômicas.
- Críticos, incluindo o presidente da Corte Constitucional, Jorge Enrique Ibáñez, pedem uma resposta mais firme do governo, enquanto figuras próximas ao governo, como o precandidato Roy Barreras, defendem uma ofensiva militar contra grupos criminosos.
A segurança na Colômbia se tornou uma preocupação central após uma série de ataques violentos, incluindo o assassinato de 13 policiais em Amalfi e a morte de civis em Cali. Esses eventos reacenderam o debate sobre a política de paz do governo de Gustavo Petro, que busca negociar com grupos armados.
Os ataques recentes, que também incluem a morte do precandidato presidencial Miguel Uribe Turbay, elevaram a insatisfação pública com a segurança. De acordo com a organização Indepaz, 103 líderes sociais foram assassinados e 50 massacres ocorreram em 2023. Uma pesquisa da Invamer revelou que 36% dos colombianos consideram a segurança o maior problema do país, superando questões políticas e econômicas.
As principais cidades refletem essa preocupação: 62% dos entrevistados em Barranquilla e 57,8% em Bogotá apontam a segurança como prioridade. A situação se agravou nos últimos dois anos, com um aumento significativo da violência. A pesquisa também indicou que 72% dos cidadãos desaprovam a política de “paz total” do governo, e 89% acreditam que a insegurança está piorando.
Críticos, incluindo o presidente da Corte Constitucional, Jorge Enrique Ibáñez, e o procurador geral, Gregorio Eljach, exigem uma resposta mais firme do governo. Eles destacam a necessidade de garantir o direito à vida e à segurança nacional. O Centro Democrático, partido de oposição, responsabiliza o governo pelo aumento da violência, afirmando que a política de impunidade contribui para novas tragédias.
Até mesmo figuras próximas ao governo, como o precandidato Roy Barreras, pedem uma ofensiva militar contra os grupos criminosos. O ex-alcalde de Medellín, Daniel Quintero, também criticou a situação, afirmando que os narcoterroristas não podem dominar o país. O presidente Petro parece ter mudado sua abordagem, priorizando ações militares em resposta aos ataques, o que pode impactar as próximas eleições de 2026.
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