- Ghislaine Maxwell, condenada por crimes sexuais, afirmou que nunca viu Donald Trump se comportar de maneira inadequada em relação a Jeffrey Epstein.
- A declaração foi feita em uma entrevista ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos e divulgada em 22 de agosto de 2025.
- Maxwell negou a existência de uma lista de clientes de Epstein e expressou descrença na versão oficial sobre a morte do financista, classificada como suicídio.
- Ela recebeu imunidade limitada para o depoimento e foi transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas após a entrevista.
- Maxwell também se ofereceu para testemunhar publicamente em troca de clemência, mas a proposta foi recusada pelo comitê responsável.
Ghislaine Maxwell, condenada por crimes sexuais, afirmou que nunca viu Donald Trump se comportar de maneira inadequada durante sua relação social com Jeffrey Epstein. A declaração foi feita em uma entrevista ao Departamento de Justiça dos EUA e divulgada na sexta-feira (22). Maxwell, que cumpre 20 anos de prisão, negou a existência de uma lista de clientes de Epstein e expressou descrença na versão oficial da morte do financista.
Durante o depoimento, Maxwell destacou que Trump sempre se comportou como um cavalheiro. “Nunca testemunhei o presidente em qualquer situação inapropriada”, afirmou. A entrevista ocorre em um momento em que Trump enfrenta pressão para liberar documentos relacionados a Epstein, com quem teve amizade no passado. O ex-presidente já declarou que o relacionamento terminou antes da morte de Epstein em 2019.
Maxwell recebeu imunidade limitada para a entrevista e foi transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas após o depoimento. Ela também negou que Epstein chantageasse pessoas famosas e afirmou que não havia evidências de que ele tivesse poder sobre alguém devido a informações comprometedoras. “Não existe lista”, disse.
Declarações sobre Epstein
Maxwell também comentou sobre a morte de Epstein, que foi oficialmente classificada como suicídio. Ela não acredita nessa versão e sugeriu que ele poderia ter sido assassinado na prisão. “Na prisão, eles podem matar você ou alguém pode pagar para que outro preso faça isso por US$ 25 em créditos de cantina”, declarou.
Além disso, Maxwell mencionou que Epstein e Bill Clinton viajaram juntos em seu avião particular, mas não acredita que o ex-presidente tenha visitado sua ilha privada. A transcrição do depoimento foi liberada enquanto o Departamento de Justiça compartilha documentos sobre a rede de tráfico sexual de Epstein com o Comitê de Supervisão da Câmara.
Maxwell, que já havia sido acusada de mentir sob juramento em um depoimento anterior, está disposta a testemunhar publicamente em troca de clemência, algo que apenas Trump poderia conceder. O comitê, no entanto, recusou a oferta. A situação continua a gerar controvérsias e questionamentos sobre as relações de Epstein e suas conexões com figuras proeminentes.
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