- O Ministério da Saúde de Gaza registrou oito mortes por fome nas últimas 24 horas, incluindo dois bebês.
- A ONU declarou oficialmente a hambruna na região, responsabilizando Israel pelo bloqueio à ajuda humanitária.
- Desde outubro de 2023, Gaza já contabiliza 281 mortes por fome, sendo 114 crianças.
- Agências da ONU criticaram Israel, afirmando que a situação é uma hambruna provocada e pedindo a liberação da ajuda.
- O Ministério de Saúde de Gaza considerou a declaração da ONU tardia e alertou que muitas mortes poderiam ter sido evitadas.
O Ministério da Saúde de Gaza reportou oito mortes por fome nas últimas 24 horas, incluindo dois bebês, em meio à crescente crise humanitária na região. A ONU declarou oficialmente a hambruna em Gaza, responsabilizando Israel pelo bloqueio que impede a entrada de ajuda humanitária.
Desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, Gaza já registrou 281 mortes por fome, sendo 114 crianças. A maioria dessas mortes ocorreu desde julho deste ano, evidenciando uma crise de mortalidade alarmante. A ONU, por meio da Classificação Integrada de Segurança Alimentar em Fases (CIF), confirmou a situação crítica, levando à declaração oficial de hambruna.
Críticas à Situação
Agências da ONU intensificaram as críticas a Israel, com o secretário-geral da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos, Philippe Lazzarini, afirmando que é hora de o governo israelense reconhecer a hambruna que criou. Ele destacou que os estoques de alimentos e medicamentos estão prontos para serem enviados, mas Israel precisa permitir a distribuição.
O chefe da ação humanitária da ONU, Tom Fletcher, classificou a situação como uma hambruna provocada por líderes israelenses, ressaltando que essa crise é uma questão global que deve ser enfrentada por todos. Ele pediu urgentemente que Israel permita a entrada de ajuda em Gaza.
Resposta do Ministério da Saúde
O Ministério de Saúde de Gaza expressou gratidão pela declaração da ONU, embora tenha considerado a medida tardia. As autoridades palestinas afirmaram que a inanção é parte de um genocídio mais amplo, que inclui a destruição do sistema de saúde local. Eles alertaram que centenas de mortes poderiam ter sido evitadas e que a comunidade internacional enfrenta um momento decisivo.
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